Currículo que contrata, demite também

Numa empresa da nova economia, um documento antiquado e considerado coadjuvante determinou a queda do CEO de uma das empresas expoentes desse mundo da tecnologia e da informação em tempo real. Scott Thompson renunciou ao principal cargo do Yahoo por conta de informações falsas no seu currículo.

Você pode estar pensando que o fato de não constar uma formação no currículo não deveria impactar na qualidade do serviço prestado pelo profissional. Mas veja que a questão não é essa: o conselho da empresa colocou em evidência o princípio ético da atuação do seu primeiro executivo como um exemplo para toda a empresa.

As empresas gostariam de contratar funcionários pelo que eles serão, mas é difícil fazer esse exercício de futurologia e acertar de primeira. Nós somos o que desejamos ser, mas somos também o que falamos, o que fizemos e o que realizamos. Somos ainda o que falam de nós, os reconhecimentos que conquistamos. Essa radiografia determina alinhamento entre a vaga disponível e o candidato que será convocado.

Por isso, a equipe de recrutamento recorre ao currículo para mapear e filtrar candidatos num processo que até pode ser considerado arcaico. Não é obviamente a fonte exclusiva para a tomada de decisão, mas ainda é um recurso legítimo para orientar o processo de seleção.

Naquele pedaço de papel (ou arquivo eletrônico), muitas vezes, estão provas de comportamentos e habilidades desejadas, além de registrar resultados conquistados. São pistas válidas, mas também revela a postura ética do candidato ao se apresentar sem inflar sua própria história.

Scott Thompson não deve ter se beneficiado por colocar uma formação que não tinha. Talvez tenha sido um erro involuntário. Estou certo que outros motivos muito mais relevantes levaram à sua escolha. Mas foi a incoerência entre discurso e prática o pano de fundo nesta situação que culminou com sua renúncia.

Não gosto de pensar no currículo como um documento frio com dados pessoais, formação, escolaridade, experiência profissional e trabalhos realizados. Agrada-me a ideia de elaborar uma biografia, como a história escrita sobre a vida de uma pessoa.

Essa história está escrita em um currículo, mas também na rede de relacionamentos (familiares e de amizade) que temos (e, cuidado, em suas redes sociais investigadas por quem seleciona), no livro de nossa vida e em nossas atitudes diárias. Somos escravos dessa trajetória e dependemos dela para continuar a caminhar ou para rever nossas direções. Não somos um arquivo vazio nem quando nascemos, visto que não somos tábula rasa (não nascemos vazios, mas sim com um programa genético) .

É impossível esquecer o que somos. Essa realidade está escrita no currículo e na nossa história de vida.

Fonte: http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/carreiraevida/2012/05/14/curriculo-que-contrata-demite-tambem/

Perdi o emprego. E agora?

Os momentos depois de uma demissão trazem muitas dúvidas: foi minha culpa? Não sou bom o suficiente? Poderia ter mudado algo? Uma das angustiantes, no entanto, fala do futuro: o que fazer agora?

No segundo trimestre deste ano, o índice de desemprego no Brasil chegou a 11,3%, segundo o IBGE divulgou nesta quarta-feira (17). Nos primeiros três meses de 2016, a taxa foi de 10,9%.

Quem está desempregado pensa se deve voltar a estudar – fazer um mestrado, por exemplo -, mudar de área, abrir um negócio ou aceitar uma vaga que pague menos.

A BBC Brasil consultou especialistas em carreira para analisar cada uma dessas questões e apontar o que é preciso considerar antes de tomar uma decisão.

Segundo os entrevistados, ao escolher qualquer caminho, é preciso deixar de lado o desespero e refletir sobre suas habilidades, defeitos e desejos, além das necessidades do mercado. Quais são suas qualidades? No que deve melhorar? E do que o mercado precisa hoje?

“A primeira coisa é se convencer de que é uma situação passageira. Aproveite esse momento para pensar na sua carreira. Se está desempregado, foi algo conjuntural ou pessoal? Como tem sido sua trajetória até aqui? Você precisa se entender”, diz Márcia Damia, administradora e vice-coordenadora do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP.

Para isso, dizem os especialistas, vale colocar tudo no papel, buscar livros sobre o assunto e até fazer testes de aptidão na internet. Procurar ajuda profissional é outra opção.

Planejar as finanças também é necessário, para saber se o dinheiro guardado permite arriscar ou exige um novo emprego rápido.

Leia abaixo as dicas dos entrevistados para quatro possibilidades que passam pela cabeça de quem foi demitido.

Voltar a estudar?

Para alguém desempregado, não adianta estudar um tema que considera importante, mas que odeia ou não vai usar

Vou estudar exatamente para quê? Antes de investir na formação, quem perdeu o emprego deve se fazer essa pergunta, diz o professor de Economia da PUC-SP Leonardo Trevisan.

Ele explica que cada curso vai dar um retorno diferente e é preciso alinhá-los com os seus objetivos.

O mestrado, por exemplo, tem uma finalidade mais acadêmica. Ele é indicado para pessoas que querem pesquisar uma área do conhecimento ou que têm aspirações docentes.

Já as especializações e MBAs são voltados para o mercado e podem trazer bons contatos profissionais.

“Um mestrado não é melhor nem pior que os outros. Não há uma única receita para todos”, diz Trevisan.

Além disso, não adianta um desempregado estudar um tema que considera importante, mas que odeia, ou que não vai usar, diz a administradora Marcia Dama, do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP. “Deve-se pensar: o mercado está precisando disso? No que vai me ajudar?”

Para quem não tem ensino superior, o professor Joel Dutra, Coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas da FIA (Fundação Instituto de Administração), sugere cursos técnicos. Ele explica que, sem faculdade, é difícil alguém entrar em outro ramo de atividade, então precisa melhorar no seu.

No entanto, a decisão de se dedicar apenas aos estudos exige cuidado, diz Leonardo Trevisan. Ficar fora do mercado pode ser prejudicial.

“Se invisto só na educação, quando o mercado reaquecer, vou estar fora dele. Preciso me perguntar: o setor para o qual estou me preparando vai pedir (no futuro) mais gente bem formada ou com experiência?”

Os especialistas lembram que mestrados e especializações não são as únicas alternativas: cursos curtos (e gratuitos) e até trabalhos voluntários podem oferecer novas habilidades.

Mudar de carreira?

Mercado não valoriza duas graduações, afirma professor, então é preciso planejar uma eventual mudança de área de atuação

Se trocar de emprego é como mudar de roupa, escolher outra carreira é mudar de pele.

A analogia do professor Leonardo Trevisan, do departamento de Economia da PUC-SP, serve para mostrar que entrar numa área completamente nova é uma decisão complexa. É preciso começar do zero e há efeitos na vida pessoal.

Portanto, antes de mudar, saiba se o setor desejado está indo bem.

“Se alguém me disser que quer trabalhar com petróleo, vou dizer: ‘meu filho, olha o preço do barril’. É inviável, não importa o quanto você goste.”

Para fazer a transição, o professor Joel Cunha, da FIA, diz que o melhor é apostar numa especialização. Começar outra faculdade não seria a escolha mais inteligente.

“Não vejo o mercado valorizando duas graduações.”

Ele dá um exemplo: alguém que se formou em bioquímica e não encontra emprego, pode fazer uma pós-graduação em administração e buscar emprego no setor farmacêutico. Assim, não desperdiça o conhecimento que já tem e abre mais portas.

Apesar da dica, Cunha desaconselha mudanças de carreira durante a crise. Na recessão, diz, a lógica da empresa é contratar pessoas que se estejam o mais próximo de suas necessidades. Ou seja, com a formação e experiências ideais. Não seria boa hora para novatos.

Abrir o próprio negócio?

Para professor de empreendedorismo, negócios que não suprem necessidades específicas não se sustentam

Gostar de cozinhar ou não querer ter um chefe não são, por si só, bons motivos para abrir um restaurante.

Em vez disso, alguém que queira começar seu próprio negócio deve gostar de resolver problemas, estar disposto a estudar empreendedorismo e não ter vergonha de fazer contatos.

“É preciso perguntar que tipo de problema esse restaurante vai resolver para o meu público. Vai ser uma alimentação rápida para quem trabalha na região?”, exemplifica o professor de empreendedorismo do Insper Marcelo Nakagawa.

Segundo ele, negócios que não suprem necessidades específicas não se sustentam. “Que problema um cupcake resolve?”, questiona.

Para Nakagawa, o interessado em abrir um negócio também deve estudar muito e fazer um planejamento detalhado.

“Cada vez mais é um terreno para profissionais. Às vezes as pessoas estão desempregadas e veem isso como uma tábua de salvação, mas não é assim.”

O professor indica os cursos do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) sobre empreendedorismo e aulas online para começar a entender o planejamento de cada setor. E destaca a importância de conversar com empresários da mesma área, até para entender o dia a dia do trabalho.

Se não estiver disposto a dar esses passos, tire a ideia da cabeça, aconselha Nakagawa.

“Você pode perder o dinheiro que juntou. Não é uma decisão para ser tomada no desespero.”

Ganhar menos?

Se precisar voltar a trabalhar o quanto antes recebendo menos, escolha funções mais desafiadoras

O dinheiro está curto e é preciso voltar a trabalhar o quanto antes?

Então deixe as pessoas saberem que você está disponível.

A dica é da professora Tania Casado, coordenadora do Escritório de Desenvolvimento de Carreira da USP.

Ela diz que procurar conhecidos de vários círculos é uma das melhores formas de encontrar vagas.

“As pessoas têm dificuldade de pedir uma oportunidade. Se fico desempregado, vou procurar todo mundo que conheço. Como você vai receber uma oferta se não sabem que você está desempregado?”

Casado alerta sobre as empresas de recolocação profissional, que podem queimar o candidato ao disparar centenas de currículos sem critério aparente.

“Antes de contratar, faça uma reunião para saber exatamente o que elas vão fazer.”

Ao buscar trabalho, orienta Joel Dutra, professor da FIA (Fundação Instituto de Administração), escolha funções mais desafiadoras, mesmo que paguem menos.

Se inscrever para um cargo parecido, mas inferior ao que você exercia, pode pegar mal no seu currículo.

Segundo Dutra, parece que você retrocedeu e depois vai precisar recuperar esse patamar. Por outro lado, escolher um posto em um outro setor é mais desafiador e oferece uma experiência diferente.

“Algo que te exige muito menos gera frustração e não agrega (conhecimento).”

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37102767

Como Larry Ellison escolhe os mais inteligentes em entrevistas de emprego

A diferença entre um gestor medíocre e um “superchefe”. Esse é o tema do novo livro de Sydney Finkelstein, professor de negócios da prestigiada Dartmouth College. Na obra, ele descreve um tipo de líder que prospera fazendo outras pessoas terem sucesso também. Ao fazer contratações, esses gestores querem funcionários excepcionalmente talentosos — e uma das qualidades mais importantes que procuram é a inteligência.

No livro “Superbosses” (sem edição no Brasil), Finkelstein cita o co-fundador e ex-CEO da Oracle, Larry Ellison, como exemplo de um superchefe. O escritor menciona uma história do livro “The Difference Between God and Larry Ellison” (a diferença entre Deus e Larry Ellison, em tradução livre), de Mike Wilson, para ilustrar a abordagem de Ellison na hora de identificar candidatos incrivelmente inteligentes para preencher uma vaga de emprego.

Wilson relata que Ellison treinou seus recrutadores para perguntar aos novos candidatos recém-formados: “Você é a pessoa mais inteligente que conhece?”Se o candidato respondia “sim”, era contratado. Se respondia “não”, o recrutador perguntava quem era essa pessoa e, mais tarde, tentava contratá-la.

A técnica, evidentemente, não era a mais precisa. Afinal, com essa abordagem, Ellison poderia acabar contratando as pessoas mais arrogantes, em vez das mais inteligentes. Mas a história ajuda a exemplificar uma das principais diferenças entre gestores médios e superchefes.

Segundo Finkelstein, gestores médios não querem contratar os melhores talentos, porque se sentem ameaçados por pessoas que possam fazer um trabalho melhor do que o deles. Já os superchefes são confiantes e não se preocupam com isso. Pelo contrário: fazem questão de contratar pessoas mais inteligentes do que eles porque são esses funcionários que vão desafiá-los com as melhores ideias e soluções.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/06/como-larry-ellison-escolhe-os-mais-inteligentes-em-entrevistas-de-emprego.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post

As 20 perguntas mais comuns na entrevista de emprego

Muitas das perguntas feitas nas entrevistas de emprego parecem uma espécie de clichê. Não importa o ramo de atuação, perfil da empresa ou da vaga disponível, o selecionador sempre vai recorrer a algumas questões-chave para conhecer você melhor e avaliar se os seus valores estão alinhados aos da organização.
Apesar de as perguntas serem iguais em todos os processos de seleção não há uma resposta formatada para elas. Especialistas recomendam: seja o mais honesto que puder, dessa forma terá mais chances de encontrar no mercado a vaga que seja a sua cara. Caso contrário, não conquistará o emprego que disputa ou será um profissional frustrado.
Algumas recomendações, todavia, são importantes e podem ajudá-lo na hora do contato com o selecionador, quando a ansiedade e o nervosismo resolvem aparecer, todo o cuidado é pouco, já que até o seu corpo pode entregar as suas fraquezas. Ouvimos o coach executivo Carlos Cruz e o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki a respeito. Da entrevista surgiram as 20 perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego e dicas de como você pode respondê-las para se dar bem em um processo de seleção.
1. Fale sobre você.
Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa. No geral, o selecionador quer saber mais sobre a formação acadêmica do candidato, o que ele gosta de fazer (hobby), seus sonhos e expectativas. A orientação é direcionar o discurso para o âmbito profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
O candidato tem de pensar qual é o seu objetivo antes da entrevista. Só assim vai saber se determinada oportunidade de emprego é interessante para ele. É necessário que o profissional “entreviste” também a empresa e averigue se a proposta é significante para sua carreira.
3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Como em uma relação a dois, é primordial que a pessoa deixe claro quais são seus anseios na vida profissional. Para isso, é preciso ter clareza. O erro da maioria dos candidatos é a passividade, isto é, aceitar uma proposta sem saber o que é relevante para sua trajetória profissional.
4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve dar exemplos vivenciados por ele. Isso vai dar consistência à resposta e segurança para o entrevistador enxergar que o profissional tem potencial para ocupar determinada posição.
5. Por que devemos contratá-lo?
Dizer que você tem sede de aprender, de crescer profissionalmente e de contribuir com a empresa não são respostas satisfatórias. O candidato deve expor como pode colaborar com o desenvolvimento da organização.
6. Como você poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa?
O entrevistado deve se fazer essa pergunta antes de ser questionado. Quais as expectativas da empresa com relação ao profissional que vai ocupar a vaga disponível? Se isso não estiver claro, o candidato deve questionar o selecionador.
7. Quais foram suas maiores realizações profissionais?
Cite até três exemplos. Procure falar sobre as realizações mais relevantes em sua vida profissional que estejam atreladas às expectativas ou ao negócio da empresa. “Nessa hora o profissional deve ser marqueteiro, ou seja, elencar o que tem de melhor e dizer sem receios”, destaca o consultor Carlos Cruz.
8. Quais são seus pontos fortes?
O candidato deve listar suas principais características e eleger o que considera ser atributos de um talento. Pergunte-se: o que os seus colegas de trabalho diriam positivamente de você? Pense em sua rotina profissional e escolha as qualidades que mais o definam no trabalho.
9. Quais são os seus pontos a desenvolver?
Cite um exemplo e foque no que você está fazendo para superar a dificuldade. Não dê ênfase ao seu ponto fraco.
10. Qual é o seu maior sonho?
Para responder a essa pergunta o candidato deve saber exatamente o que quer. Quanto mais autêntico ele for, maior será a probabilidade de encontrar uma empresa alinhada ao seu perfil.
11. Por qual motivo você saiu da empresa anterior?
Diga que está em busca de crescimento profissional e melhores oportunidades de carreira.
12. Por que ficou pouco tempo nos empregos anteriores?
Justifique afirmando que busca acima de tudo uma empresa que investe nos funcionários, valoriza o seu trabalho e dá oportunidades de crescimento.
13. Por que está há tanto tempo no emprego atual?
Você pode dizer que a empresa atual possui valores compatíveis com os seus e o valoriza enquanto funcionário. Explique que no momento quer alcançar outros objetivos e ganhar experiência em empresas diferentes.
14. Você já recebeu críticas sobre o seu trabalho? Como reagiu?
Segundo o consultor Eduardo Shinyashiki, críticas são sempre bem-vindas, pois ajuda o profissional a perceber os erros para não cometê-los novamente. Ele orienta o candidato a responder que o feedback é essencial para o crescimento profissional.
15. O que você considera importante em uma empresa?
Responda com palavras que estejam ligadas aos seus valores pessoais. Exemplos: organização, seriedade, valores profissionais e sociais, conforto para trabalhar e um quadro de funcionários estável.
16. Como você se comporta no trabalho?
Diga o que as empresas gostam de ouvir, desde que seja verdade, é claro. Exemplo: sou pontual, dedicado, comprometido, responsável, criativo, dinâmico, eficaz, flexível e sei trabalhar em equipe.
17. Com que tipo de pessoa você prefere trabalhar?
Pense em características pessoais valorizadas pelas empresas. Você pode dizer que gosta de trabalhar com pessoas comprometidas, responsáveis e que tenham espírito de equipe.
18. Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade em trabalhar?
Pense em características que firam o clima da organização e acabam influenciando negativamente o rendimento no trabalho. Exemplo: pessoas arrogantes, impacientes e sem espírito de equipe.
19. Por que você escolheu essa carreira?
Diga que você se identifica com a área, dedica-se a ela e sente prazer no que faz.
20. Como você se comporta quando algo não sai como planejou?
Nessas horas, o importante é manter a calma e tentar reverter a situação de outra  maneira para atingir o objetivo. Se você age dessa forma esta é uma resposta convincente.
Fonte: http://www.areah.com.br/cool/carreira/materia/11960/1/pagina_1/as-20-perguntas-mais-comuns-na-entrevista-de-emprego.aspx

5 razões para ser descartado de cara em seleções de emprego

Uma tendência comum de quem procura emprego é se candidatar ao maior número possível de oportunidades profissionais. Como grande parte das seleções começa pela internet, candidatos percorrem uma maratona de sites priorizando, muitas vezes, a quantidade em detrimento da qualidade das inscrições.

Quanto mais melhor? Nem sempre, segundo a especialista em RH da VAGAS.com, Viviane Cândido. Por mais competente que uma pessoa seja, seu currículo não vai passar pela triagem inicial, caso cometa erros ou lance mão de estratégias na fase online como estas a seguir:

1. Falta de foco na candidatura

Candidatar-se a uma oportunidade fora do seu escopo profissional é certeza de ser eliminado de cara, segundo a especialista. “Os recrutadores fazem uma triagem online das candidaturas e usam palavras chave ligadas ao perfil específico da vaga”, diz Viviane.

Os currículos são classificados por ordem de aderência à oportunidade. Portanto, erra quem investe tempo se candidatando a posições que não estão relacionadas à sua área de atuação. “A pessoa nunca vai ser chamada, vai mostrar ao recrutador que está desesperada e isso só vai gerar mais frustração”, diz.

2. Desatenção com informações básicas

É quase inacreditável mas há quem se esqueça de colocar, por exemplo, o telefone de contato. Equívocos de digitação no e-mail também acontecem, segundo a especialista. “Um erro besta de informação ou de português pode eliminar um candidato”, diz Viviane.

A conclusão de um recrutador é simples: se o profissional não tem atenção nem com o próprio currículo que é seu documento de apresentação, no dia a dia de trabalho sua concentração também vai deixar a desejar.

3. Negligência com teste online

Não dar a devida importância para essa fase pode custar a participação da seleção, de acordo com a especialista “Se há uma primeira etapa com testes online, significa que a prova é eliminatória”, diz Viviane.

É a alta pontuação que vai destacar tecnicamente um candidato dos demais e garantir a sua permanência no processo. Alguns dos cuidados que ela indica são o horário de agendamento do teste e a escolha do local para fazer a prova. Escolha um lugar tranquilo e evite interrupções para não perder a concentração.

4. Displicência na entrevista por vídeo

Na Vagas.com, entrevistas online fazem parte de todas as seleções para oportunidades na empresa. No entanto, há candidatos que parecem não ter a menor ideia de como se comportar em frente a uma webcam. “A postura do candidato deve ser a mesma que ele teria em uma entrevista presencial”, diz Viviane.

Má qualidade da conexão com a internet na hora de participar de uma entrevista por videoconferência e outros problemas estruturais do local escolhido – barulho, falta de iluminação ou de organização – podem até parecer contratempos inofensivos, mas também podem resultar numa eliminação, segundo a especialista de RH do Vagas.com.

5. Falta de informação sobre a empresa

Negócio, o setor, a história, os valores da companhia, seus concorrentes, o momento de mercado e para onde ela caminha. Buscar todas essas informações faz a diferença na entrevista.

Por outro lado, o desconhecimento vai revelar a falta de visão de negócios, habilidade que salta aos olhos de qualquer recrutador. “ As empresas estão buscando pessoas que atuem também estrategicamente e não apenas operacional ou taticamente”, diz Viviane.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-razoes-para-ser-descartado-de-cara-em-selecoes-de-emprego