Dicas para ter sucesso na carta de apresentação profissional

A carta de apresentação serve para compor a entrega do seu currículo a um selecionador de forma objetiva, ou seja, diretamente para ele. Diferentemente do currículo, que não é direcionado a uma empresa determinada e uma vaga de emprego especifica, sendo realizado de forma engessada, a carta de apresentação busca gerar aproximação entre o recrutador e o candidato.

Quando você for apresentar-se e mostrar seu currículo a um selecionador leve uma carta de apresentação datada, fazendo referência à vaga escolhida e a pessoa de qual empresa está sendo direcionado o material curricular que a acompanha.

Ao contrário do currículo, que jamais deve ser assinado, a carta de apresentação requer esse ar de pessoalidade e, assinada, dará um ar de feita especificamente pensando em como se apresentar para aquele selecionador.

Você jamais terá uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão. Portanto, cuidado para ao invés de, tentando ajudar, não acabar atrapalhando a apresentação do currículo com vocabulário impróprio. Formalidade nessa hora é o mínimo esperado.

Como você estará mandando para uma posição determinada e alguém especifico faça um comparativo breve de suas experiências profissionais com o pedido no anúncio da vaga mostrando, resumidamente, o que já fez e que está dentro do buscado na seleção.

Não seja longo, quem vai descrever seu histórico profissional é o seu currículo e não a carta de apresentação. Nela você irá fazer menção ao que fez em até 4 parágrafos e apenas o que está sendo  pedido pelo selecionador no anúncio da vaga.

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/dicas-para-ter-sucesso-na-carta-de-apresentacao-profissional/99043/

Robôs podem ser o futuro das entrevistas de emprego

O futuro das entrevistas de trabalho pode te deixar horrorizado. Jake Rosen, por exemplo, se sentiu assim.

Rosen, recém-formado da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), se candidatou para ser assistente da NBC quando soube que não teria que ir a um escritório para conversar com um ser humano sobre suas habilidades. Em vez disso, ele foi entrevistado por webcam, em um laptop.

Falamos do Skype, certo? Errado, nada tão pessoal assim. Ele gravou suas respostas e enviou para um gerente de Recursos Humanos da NBC para que fossem analisadas segundo a conveniência da companhia.

Trata-se de uma entrevista robô e funciona mais ou menos assim. Na experiência mais humana, um gerente de RH, que também não tem tanta prática na arte dos vídeos digitais, entrega perguntas gravadas. Ou, se realmente se trata do senhor Robótico, uma pergunta aparece na tela. Você tem um período de tempo limitado para responder. Você conversa com seu computador, grava as respostas e reenvia à companhia. Às vezes aparece uma pergunta de teste para que os candidatos se acostumem a falar com a câmera. Às vezes não. Muitas vezes, no fim, você tem a chance de regravar suas respostas.

Para os tímidos, esta poderia ser a realização de um sonho. Não é necessário dar um aperto de mão firme e, claro, nem usar perfume. Além disso, não é verdade que todo mundo gostaria de ter a opção de refazer tudo após inventar algo ou murmurar durante a resposta?

Para todos os demais, na melhor das hipóteses, a situação é incômoda. Trata-se de um encontro bastante artificial, um pouco parecido como o FaceTime, exceto pelo fato de que você é obrigado a olhar para seu próprio rosto grande e nervoso na tela enquanto fala das razões pelas quais quer trabalhar para a empresa.

A sensação é mais semelhante a atuar para uma plateia invisível do que ter uma conversa, porque em essência é exatamente isso. Desacostumado à câmera, Rosen ficou nervoso desde a primeira pergunta, o que afetou o restante da entrevista, disse ele.

“Não sou uma estrela do YouTube, obviamente”, disse ele. “Falar com a câmera é uma experiência muito estranha. Honestamente, foi horrível.” Jamie Black, que sofreu com a experiência da entrevista em vídeo para um emprego em uma escola, disse que se sentiu “mais em um game show do que em uma entrevista”.

Para muitos de nós, essa experiência em breve será inevitável. As entrevistas de emprego em vídeo e sem seres humanos estão em ascensão.

A HireVue, uma das poucas companhias que produzem softwares para entrevistas em vídeo, trabalha com 600 grandes organizações, incluindo Deloitte, JPMorgan Chase, Under Armour e a maior parte das grandes empresas aéreas dos EUA.

Neste ano, a empresa realizará 2,5 milhões de entrevistas, contra 13.000 cinco anos atrás. Cerca de 90 por cento destas são entrevistas “sob demanda”, sem ninguém ao vivo do outro lado.

O melhor conselho pode ser simplesmente relaxar.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/robos-podem-ser-o-futuro-das-entrevistas-de-emprego

As áreas que estarão em alta no mercado de trabalho em 2017

Contratações ocorrerão em ritmo moderado e seletivo e quem busca uma recolocação profissional precisará ter paciência e flexibilidade. Estas tendências foram apontadas na edição 2017 do guia salarial da consultoria Robert Half, divulgado nesta terça-feira (04/10). As empresas continuarão buscando a redução de custos e focarão na qualidade do quadro de funcionários para garantir competitividade quando o cenário melhor chegar, segundo Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half.

A consultoria ouviu 100 diretores de Recursos Humanos e 83% deles disseram que manterão as contratações pelos próximos 12 meses  tanto para repor posições disponíveis quanto para preenchimento de novas vagas. Porém, a consultoria analisa que apesar do alto número de profissionais disponíveis no mercado — devido à crise e alto desemprego — o tempo de recrutamento está aumentando e a disputa será mais acirrada. As empresas têm tido dificuldade em encontrar o profissional adequado devido ao maior número de currículos por vaga, aumento da expectativa dos candidatos em relação à vaga, maior número de candidatos aceitando contraproposta e etapas mais numerosas nos processos seletivos.

Este tipo de ambiente também não favorecerá uma recolocação profissional — especialmente se ela exigir a manutenção do salário, de acordo com a análise da consultoria. “Há profissionais que, mesmo sem o preparo ideal, foram sendo promovidos quando o mercado estava aquecido e agora encontram barreiras diante na nova realidade econômica do país”, afirma Mantovani. Segundo ele, é preciso neste momento que o candidato analise pontos que vão além da remuneração, como compatibilidade entre a oportunidade e os projetos profissionais, perspectivas de carreira dentro da companhia num período entre seis meses e um ano e as oportunidades de recuperar o ganho no longo prazo.

Em 2017, a tendência é de que os salários mantenham-se estáveis, sem reajustes elevados, segundo a Robert Half. Os gestores de RH projetam um acréscimo de até 10% na remuneração fixa, considerando a inflação. “Dessa forma, as empresas deverão concentrar-se mais em ganhos variáveis robustos como forma de valorizar o esforço dos funcionários no cumprimento e superação das metas”.

O guia salarial indica especificamente estratégias de recrutamento e tendências em oito áreas: engenharia, finanças e contabilidade, vendas e marketing, jurídico, mercado financeiro, recursos humanos, seguros e tecnologia. Confira abaixo:

Engenharia 

Perfil do profissional buscado: versatilidade, boa comunicação, habilidade de relacionamento com outras áreas, flexibilidade
Demandas: vendas técnicas, melhoria contínua e supply chain principalmente [levantamento
realizado pela Robert Half com 230 profissionais de supply chain revelou que 76% deles acreditam que a área manterá o atual nível de crescimento ou avançará ainda mais nos próximos anos]
Oportunidades: agronegócio, alimentos, indústria química, bens de consumo, tecnologia e equipamentos médicos

Finanças e contabilidade

Perfil do profissional buscado: versatilidade, habilidade de negociação e comunicação, inglês, estabilidade, trabalho em equipe e foco nos resultados
Demandas: fiscal, contábil, controladoria, auditoria
Oportunidades: agronegócio, exportação, setor farmacêutico, indústria da beleza e tecnologia

Segundo o guia, as principais preocupações dos CFOs para 2017 são acompanhar as mudanças tecnológicas da área (42%), estar em conformidade com as demandas regulatórias e de compliance (26%), fazer a gestão de um grande volume de dados (13%) e atender a padrões de relatórios de finanças e contabilidade (13%). 95% dos CFOs consultados estão preocupados com suas equipes entregarem as metas em 2017.

Para 80% dos CFOs, a rotatividade em finanças aumentou nos últimos 12 meses, sendo que 23% consideram que houve um crescimento significativo.

Jurídico

Perfil do profissional buscado: faculdade de primeira linha, estabilidade no currículo, visão de longo prazo, inglês e perfil comercial
Demandas: contencioso cível, consultivo e contencioso trabalhista, consultoria tributária, advogado generalista, sócios
Oportunidades:  tributário, cível, trabalhista e concorrencial e compliance

Segundo o guia, há uma grande procura por advogados com espírito empreendedor, que tenham a capacidade de gerar novos negócios. À bagagem técnica, que permanece muito valorizada, deve ser acrescida a habilidade comercial ou uma boa carteira de clientes para que o advogado sênior suba o próximo degrau na carreira. Nas empresas, segue em alta o perfil de advogado mais generalista.

Mercado Financeiro

Perfil do profissional buscado: postura de dono, afinidade com tecnologia e inglês
Demandas: compliance, auditoria, controles internos
Oportunidades:  fintechs, meios de pagamento, fundos de private equity e reestruturação de crédito

O guia chama atenção para novos tipos de profissionais que estão sendo buscados dentro das startups financeiras, as fintechs. “São profissionais inovadores e com apetite pelo risco. Candidatos que preencham esses requisitos e possuam sólido conhecimento do mercado
financeiro têm chances de contratação, pois o profissional mais arrojado e com visão estratégica
ganha mais espaço do que o perfil clássico e mais conservador”.

Recursos Humanos

Perfil do profissional buscado:  inglês, proatividade e olhar estratégico
Demandas: coordenador, gerente generalista, analista de folha de pagamento e departamento pessoal, analista sênior de remuneração e benefícios
Oportunidades:  energia, startups de tecnologia e setor farmacêutico

Segundo o guia, o setor de Remuneração e Benefícios estará em alta e o profissional de RH será cobrado por inovação e versatilidade na estruturação dos cargos e salários. O grande desafio será encontrar espaços para reestruturações, ao mesmo tempo em que se mantém a preocupação com a retenção de talentos, elaborando pacotes atrativos.

Além do perfil mais generalista, o profissional precisa saber sobre o negócio de fato. Não será suficiente entender apenas dos subsistemas de RH e de regulamentação trabalhista.

Seguros

Perfil do profissional: inglês e perfil empreendedor
Demandas: ramos elementares
Oportunidades: startups e e-commerce

O guia chama atenção para a crescente venda de seguros on-line — e o profissional precisa se adaptar a isso. “Será uma evolução natural do setor e todos precisarão se adaptar”

Tecnologia

Perfil do profissional:  experiência sólida, inglês, perfil mais interativo e relacionamento interpessoal
Demandas:  gerente de projetos, gerente de tecnologia voltado à inovação, Devops, consultor funcional, analista de negócios, analista de suporte
Oportunidades: empresas mobile e web, startups em geral, fintechs e varejo

A demanda é por um profissional híbrido, segundo o guia, que seja capaz de programar em qualquer linguagem, principalmente para IOS e Android. “Chamado de full-stack, o perfil é buscado também para cargos mais operacionais”.

O guia também chama atenção para o Big Data (lidar com grande volume de dados). Profissionais deste setor precisam mesclar cada vez mais conhecimentos de TI com estatística para conseguirem traduzir os dados de negócio em informações estratégicas para a tomada de decisão.

Vendas e marketing

Perfil do profissional:  inglês, visão 360 graus do negócio, boa comunicação, perfil analítico e liderança
Demandas: Key account, gerente de vendas, trade marketing, consultor comercial
Oportunidades: agronegócio, alimentos, serviços, tecnologia, health care B2B, farmacêutico, bens de consumo

Segundo o guia, o perfil consultivo, até então valorizado pelas empresas, precisa ser atualizado. O profissional precisa avançar fronteiras e conquistar novos mercados. O chamado perfil hunter (caçador) é o mais valorizado. “Apenas uma boa carteira de clientes não será suficiente para os profissionais de venda garantirem um lugar no mercado, porque as empresas precisam ir além”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/10/areas-que-estarao-em-alta-no-mercado-de-trabalho-em-2017.html

Mercado de trabalho: estrangeiros de saída do Brasil

A recessão que castiga o mercado de trabalho e trava investimentos tem tirado oportunidades e desempregado uma mão de obra considerada importante por especialistas para o setor produtivo brasileiro aprimorar processos, incorporar novas tecnologias e aumentar a visibilidade do país no exterior. Relatório do Ministério do Trabalho mostra que, no primeiro semestre de 2016, o número de autorizações concedidas a estrangeiros para trabalharem no Brasil teve uma queda de 21% em relação ao emitido no mesmo período do ano passado. Passou de 18.213 para 14.477 vistos nos primeiros seis meses de 2016. A queda se deu na mesma proporção do recuo registrado em 2015, primeiro ano da recessão, quando os vistos para trabalho somaram apenas 36.868, frente aos 46.740 emitidos no ano anterior.

O número total de estrangeiros trabalhando no país, que vinha crescendo ano a ano desde o começo desta década, também já dá sinais de recuo, segundo levantamento da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes. No primeiro trimestre de 2016, 7.400 postos de trabalho eram ocupados por expatriados, 2.000 a menos do que no mesmo período do ano passado. Só entre 2011 e 2013, por exemplo, o número de trabalhadores estrangeiros no mercado formal de trabalho brasileiro cresceu 50,9%, de acordo com o Ministério do Trabalho.

“A crise brasileira não poupa ninguém. Nem esses estrangeiros, que são bastante qualificados. Muitos perderam seus empregos porque a empresa estava em má situação financeira. A situação econômica do Brasil também diminui as chances de outros pedirem transferência. Esperamos que, quando a economia voltar a crescer, esse quadro se reverta. O Brasil nos últimos anos foi um campo atraente para estrangeiros dos ramos de petróleo, financeiro e da saúde”, conta o peruano Grover Calderón, presidente da associação de estrangeiros.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/10/mercado-de-trabalho-estrangeiros-de-saida-do-brasil.html