O que fazer quando o recrutador some e não dá notícias da vaga?

Quem está procurando emprego sabe que não é raro quando o recrutador não dá resposta sobre um processo de seleção. Com receio de demonstrar ansiedade, muitos profissionais ficam sem saber o que fazer.

“Dois meses atrás, fui contatado por Whatsapp por uma empresa e em seguida recebi um telefonema do próprio supervisor da área a que meu trabalho interessava. Ele disse que estava separando meu currículo no RH da empresa e pediu para esperar um mês que o departamento entraria em contado. Já se foram dois meses desde o primeiro contato. Entro em contato com o supervisor da área que iniciou a conversa ou posso esquecer da vaga?”

Segundo Renata Fillippi, headhunter da STATO, quando o entrevistador/recrutador dá um prazo e nada acontece, o candidato pode entrar em contato para saber se permanece dentro do processo ou se a vaga já foi fechada. “Nesse caso, após 35 dias, ele já poderia ter ligado para o supervisor”, diz.

De acordo com ela, não é bom deixar passar muito tempo desde o prazo dado para fazer o acompanhamento, ou follow up no jargão corporativo. Ela indica que o candidato procure sempre falar com a pessoa com quem conversou sobre a oportunidade e que faça o controle das datas.

“Sugerimos aos profissionais que estão mandando currículos e participando de processos seletivos que mantenham uma planilha atualizada com o nome da empresa, da pessoa com quem conversou, telefone, e-mail e data do último contato”, afirma.

Além de demonstrar interesse, o profissional que manda um e-mail ou liga para saber da vaga quando não recebe o contato na data indicada dá sinal de organização. “Não é prejudicial quando o acompanhamento é feito no tempo certo. Pelo contrário, é até bem visto”, diz.

Ao procurar o recrutador, diga quando conversaram pela última vez e pergunte se continua no processo. Se a vaga já tiver sido fechada, o candidato pode agradecer e dizer que segue à disposição para outras oportunidades que surgirem na empresa, se assim quiser. “Ele pode dizer claramente que trabalhar naquela empresa o interessa”, diz.

Se o recrutador não der prazo e sumir, mandar um e-mail entre duas e três semanas após o último contato pode ser uma boa ideia. “Não existe uma receita de bolo, o que vale é usar o bom senso. Fazer o acompanhamento do processo não significa ligar a cada três dias para saber se há alguma novidade”, diz.

Apostar na empatia e tentar se colocar no lugar do recrutador é uma boa alternativa para quem está na dúvida sobre o que fazer. Se você estivesse conduzindo uma seleção, o que iria considerar razoável?

Um bom jeito de balizar expectativas é perguntar após a conversa quanto tempo ele imagina que processo seletivo vai levar ou para quando está prevista a próxima etapa, de acordo com a headhunter.

A desorganização pode ser a razão por que o entrevistador não deu resposta alguma para o candidato e essa é uma falha dele, mas nem sempre a falta de contato acontece por isso. “No caso de consultorias, por exemplo, o headhunter pode apresentar os candidatos e o cliente sumir”, diz.

Em processos conduzidos diretamente pelo RH da empresa, a liderança pode decidir congelar o processo seletivo. Sem informações para dar, o feedback não chega.

No entanto, com motivos válidos ou não válidos, a regra do bom recrutador é sempre dar a resposta para todos os candidatos. “Todos devem receber feedback”, afirma. E, de preferência, o profissional deve saber o motivo pelo qual não seguiu no processo, quando ele é avisado de que não foi selecionado. “Essa é a recomendação”, diz.

Fonte: Exame.com

10 dicas para se dar bem na entrevista de emprego em inglês

Vamos imaginar uma situação feliz: seu currículo foi selecionado para aquela vaga de emprego linda que você comemorou quando viu no Facebook, a primeira entrevista foi um sucesso e ali mesmo já lhe disseram que em uma das etapas da seleção haverá uma entrevista em inglês.

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Vamos lá, se o seu inglês é fluente e você está atualizada quanto aos termos técnicos da sua profissão, maravilha! Mas se o seu nível está mais para intermediário ou básico e você está um pouquinho enferrujada na conversação, vai precisar se preparar para não fazer feio no dia desse papo.

As professoras de inglês Rosângela Souza, fundadora da Companhia de Idiomas, e Carolina Ferrari, professora particular, nos deram 10 dicas para facilitar sua vida na hora de provar, também em inglês, que é a melhor candidata para a vaga.

1. Não se candidate a vagas que peçam nível de inglês mais elevado que o seu

O anúncio da vaga pede inglês fluente e o seu é intermediário? É melhor deixar pra lá e continuar estudando para, no futuro, poder se candidatar a uma oportunidade semelhante. Você só terá chances reais de se dar bem se seu nível de inglês estiver de acordo com as expectativas da empresa.

Mas vamos que você tenha mentido no currículo (acontece, ninguém aqui está julgando) e vai fazer a entrevista. Prepare-se para talvez ter alguma dificuldade e provavelmente não passar dessa fase. E, sinceramente, agradeça por não passar. “Imagine se na primeira semana tem uma reunião com estrangeiros? É preciso entender cada um deles e ainda falar algo relevante para causar uma boa impressão”, exemplifica Rosângela.

2. Faça algumas aulas de conversação focadas na futura entrevista

As aulas precisam ser individuais e formuladas para as suas necessidades, por isso são mais proveitosas se feitas com uma professora particular ou em uma escola que disponibilize esse tipo de serviço. O ideal é que você consiga explicar exatamente o que precisa praticar, e em que nível.

“São aulas sobre o vocabulário específico de que o candidato precisa e com simulações de entrevistas. Aprender palavras é fácil com a internet e na TV, mas para a prática é necessário que haja uma professora que faça as correções pontuais e proporcione uma prévia do que poderá ser a entrevista”, explica Carolina.

3. Atualize-se em inglês sobre as notícias relacionadas à área de atuação da empresa

Falar sobre atualidades da área em que você trabalha também é um clássico das entrevistas de emprego, tanto em português quanto em inglês. Para a etapa na língua estrangeira, prepare-se lendo notícias em sites americanos, ingleses, canadenses, australianos – ou seja, de países em que o inglês seja a língua-mãe. Ver vídeos sobre essas notícias também ajuda bastante, pois treina os ouvidos para o inglês e pode enriquecer seu vocabulário.

4. Estude sobre a empresa

Além de perguntar sobre você, o entrevistador possivelmente vai querer ouvir suas razões para querer trabalhar naquela empresa especificamente. Sabendo mais sobre a história, os destaques positivos e a atuação dela no mercado hoje em dia fica muito mais fácil responder.

Se for uma multinacional, procure no site em inglês da empresa dados sobre o cargo que você pretende ocupar. Anote o vocabulário usado ali, estude. Se não for o caso, busque esse tipo de informação em sites em inglês de empresas do mesmo ramo.

 

5. Treine os falsos cognatos

Falsos cognatos são aquelas palavras superparecidas em português e em inglês, mas cujos significados não têm nada a ver quando traduzidas. E elas ficam muuuito feias quando colocadas incorretamente no meio de uma frase em inglês.

As professoras apontam as cinco a que você deve ficar mais atenta:

– actually = na verdade/de fato (não “atualmente”)

– anticipate = prever (não “antecipar”)

– college = faculdade (não “colégio”)

– lecture = palestra (não “leitura”)

– particular = específico/exato (não “particular”)

 

Durante a entrevista:

 

6. Peça para o entrevistador repetir algo que você não tenha entendido

O entrevistador pode ser estrangeiro ou ter uma prática de inglês muito superior à sua, mesmo que seu inglês seja fluente – pode ser que ele trabalhe o dia todo falando em inglês e você não, por exemplo. E pode acontecer de você não entender algo que ele diga.

Não tenha vergonha de dizer isso. Siga o conselho de Carolina: “É melhor ser honesta, dizer que não entendeu e pedir para ele repetir o que falou ou refazer a pergunta do que tentar responder e acabar dizendo algo completamente sem sentido”.

 

7. Fale no ritmo em que se sentir mais confortável

Falar inglês rápido não é sinônimo de ser mais fluente que a própria rainha Elizabeth. Pense bem: há brasileiros que falam português rápido e outros que falam devagar, certo? E todos são fluentes no idioma. O mesmo vale para o inglês como língua estrangeira. “Falando rápido, você pode errar mais”, afirma Rosângela. “É melhor prestar atenção ao conteúdo e a forma do que fala e praticar um ritmo em que você se saia bem”.

 

8. Não traduza um pensamento em português diretamente para o inglês

muitas diferenças na construção das frases em inglês e em português: a ordem das palavras, as expressões, as preposições. Durante uma entrevista em inglês, procure não pensar em português. Você estudou e estuda para conseguir construir suas ideias em inglês, então faça isso. Deixe o português do lado de fora da sala de entrevista.

 

9. Mantenha a calma se der um branco

Todo mundo pode esquecer como se fala uma palavra ou como se constrói uma ideia. E em qualquer idioma – quantas vezes você já usou o verbo “coisar” porque não lembrava de algo simples como “comprar” ou “construir”? No caso de esquecer algo em inglês, fique calma e procure um sinônimo. Não há problema nenhum em interromper um pouco a própria fala e refazer a frase que estava falando, para encaixar a palavra nova.

 

10. Se perceber que cometeu um erro, siga em frente

Falou uma palavra errada? Conjugou um verbo horrorosamente mal? Deu um escorregão monstro na concordância? Tudo bem. Se quiser se corrigir no ato, simplesmente diga “I’m sorry” e fale a versão corrigida. Se achar que o erro não foi tão bizarro assim, continue falando como se nada tivesse acontecido. O entrevistador analisa o todo da entrevista e não irá eliminá-la por causa de um engano ou dois.

Fonte: Site M de Mulher

5 frases proibidas em entrevistas de emprego

Com desemprego de 13,7% no primeiro trimestre e 14,2 milhões de pessoas em busca por recolocação, ter destaque em entrevistas de emprego é imensamente relevante – tanto quanto ter o perfil da vaga desejada.

Gerente de engenharia da Talenses, empresa especializada em recrutamento de profissionais de média e alta gerência, além de consultoria junto a clientes e candidatos, Gabriel Almeida listou 5 frases que considera “proibidas” durante uma entrevista de emprego:

1 – “Avalio apenas posições com aumento salarial”“Por mais que a remuneração seja um ponto importante para aceitar ou recusar uma proposta de emprego, cada vez mais as empresas buscam profissionais engajados e que contribuam com o desafio/projeto oferecido”, diz o especialista.

Para ele, é importante citar outros fatores de interesse, como crescimento pessoal e profissional; benefícios; cultura organizacional; exposição e escopo de responsabilidade.

2 – “Meu antigo/atual gestor não é um líder/ não é competente”

Falar mal do empregador anterior é tiro no pé. “A relação entre gestor e subordinado muitas vezes é complexa, mas não deve ser exposta em uma entrevista, muito menos quando é citado o nome do gestor ou dos pares. Evite expor outros profissionais desnecessariamente”, alerta.

Ele sugere: “saiba quais são os pontos que levaram a má relação com o gestor [anterior] e apresente apenas os aprendizados para seu relacionamento com um futuro gestor”.

3 – “A culpa foi minha”

É importante reconhecer imperfeições, mas “se perguntado sobre insucessos, busque focar nas lições aprendidas, evidenciando que o erro não será repetido”, afirma Almeida.

“Lembre-se que, em uma entrevista é importante destacar exemplos de sucesso e resultados consistentes em suas passagens. Sinceridade é fundamental, mas não se coloque em uma situação negativa desnecessariamente”.

4 – “Meu inglês está enferrujado”

Não é o caso de mentir, mas, atualmente, é essencial exercitar o inglês para ser competitivo no mercado de trabalho. “Existem diversas ferramentas que podem ‘desenferrujar’ o idioma e garantir aquela oportunidade que você sempre sonhou”, analisa.

5 – “Não tenho/sei meus pontos a desenvolver”

“Todo profissional precisa saber quais são seus pontos a desenvolver, se não souber peça um feedback para o seu gestor, pares e/ou subordinados”, avisa o especialista. “Prepare-se para conversar sobre esses pontos em uma entrevista e, principalmente, mostre quais ações você vem tomando para reduzir esses “gaps””, continua. “Dica: evite falar pontos comuns como ansiedade”.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/6421869/frases-proibidas-entrevistas-emprego

5 respostas que pegam mal na hora da entrevista de emprego

“Meu ponto a melhorar? Sou muito perfeccionista”
Essa até doí no ouvido do recrutador de tão batida que é. Uma boa dica é pensar em algo que é mesmo o seu ponto fraco, mas que não é essencial para desenvolver o seu trabalho.

“Não, eu não gosto de trabalhar em equipe, mas precisa né?”

Sim, seja verdadeiro na entrevista, mas cuidado para não extrapolar na sinceridade.

“Eu devo ser contratado, pois estou há mais de um ano desempregado e preciso muito de um emprego”

Na hora da entrevista, deixe o seu desabafo de lado e foque nos seus diferenciais, na sua força de vontade e no quanto você quer aquela oportunidade


“Difícil essa pergunta” ou “Nossa, não sei nem como começar a responder”

As vezes uma pergunta pode te pegar de surpresa. A melhor dica mesmo é treinar suas respostas antes de ir para a entrevista

“Estou procurando um novo emprego, pois detesto meu chefe atual”

Falar mal de antigos empregadores ou das empresas onde você trabalhou mancha a sua imagem. A ideia passada é: se ele fala mal da empresa atual, falará mal da minha também

Robôs podem ser o futuro das entrevistas de emprego

O futuro das entrevistas de trabalho pode te deixar horrorizado. Jake Rosen, por exemplo, se sentiu assim.

Rosen, recém-formado da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), se candidatou para ser assistente da NBC quando soube que não teria que ir a um escritório para conversar com um ser humano sobre suas habilidades. Em vez disso, ele foi entrevistado por webcam, em um laptop.

Falamos do Skype, certo? Errado, nada tão pessoal assim. Ele gravou suas respostas e enviou para um gerente de Recursos Humanos da NBC para que fossem analisadas segundo a conveniência da companhia.

Trata-se de uma entrevista robô e funciona mais ou menos assim. Na experiência mais humana, um gerente de RH, que também não tem tanta prática na arte dos vídeos digitais, entrega perguntas gravadas. Ou, se realmente se trata do senhor Robótico, uma pergunta aparece na tela. Você tem um período de tempo limitado para responder. Você conversa com seu computador, grava as respostas e reenvia à companhia. Às vezes aparece uma pergunta de teste para que os candidatos se acostumem a falar com a câmera. Às vezes não. Muitas vezes, no fim, você tem a chance de regravar suas respostas.

Para os tímidos, esta poderia ser a realização de um sonho. Não é necessário dar um aperto de mão firme e, claro, nem usar perfume. Além disso, não é verdade que todo mundo gostaria de ter a opção de refazer tudo após inventar algo ou murmurar durante a resposta?

Para todos os demais, na melhor das hipóteses, a situação é incômoda. Trata-se de um encontro bastante artificial, um pouco parecido como o FaceTime, exceto pelo fato de que você é obrigado a olhar para seu próprio rosto grande e nervoso na tela enquanto fala das razões pelas quais quer trabalhar para a empresa.

A sensação é mais semelhante a atuar para uma plateia invisível do que ter uma conversa, porque em essência é exatamente isso. Desacostumado à câmera, Rosen ficou nervoso desde a primeira pergunta, o que afetou o restante da entrevista, disse ele.

“Não sou uma estrela do YouTube, obviamente”, disse ele. “Falar com a câmera é uma experiência muito estranha. Honestamente, foi horrível.” Jamie Black, que sofreu com a experiência da entrevista em vídeo para um emprego em uma escola, disse que se sentiu “mais em um game show do que em uma entrevista”.

Para muitos de nós, essa experiência em breve será inevitável. As entrevistas de emprego em vídeo e sem seres humanos estão em ascensão.

A HireVue, uma das poucas companhias que produzem softwares para entrevistas em vídeo, trabalha com 600 grandes organizações, incluindo Deloitte, JPMorgan Chase, Under Armour e a maior parte das grandes empresas aéreas dos EUA.

Neste ano, a empresa realizará 2,5 milhões de entrevistas, contra 13.000 cinco anos atrás. Cerca de 90 por cento destas são entrevistas “sob demanda”, sem ninguém ao vivo do outro lado.

O melhor conselho pode ser simplesmente relaxar.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/robos-podem-ser-o-futuro-das-entrevistas-de-emprego

Entrevista de Emprego: os 5 Erros mais Comuns

A entrevista de emprego está muito ligada à observação: tudo o que você disser e fizer estará sendo avaliado. Fique atento aos 5 erros mais comuns e tenha mais sucesso na sua próxima entrevista:

1. Chegar atrasado na sua entrevista de emprego

Chegar atrasado na sua entrevista de emprego é um dos erros mais graves que podem ser cometidos, de acordo com boa parte dos entrevistadores e especialistas em seleção. Entre as principais características observadas na entrevista de emprego estão, com certeza, a seriedade e profissionalismo. Chegando atrasado na sua entrevista de emprego você demonstra (antes mesmo de começar a falar) justamente falta de seriedade e falta de profissionalismo.

Procure conhecer o local onde você vai realizar sua entrevista. Se possível, visite-o pessoalmente alguns dias antes. Seja de táxi, carro, metrô, ônibus ou trem, planeje previamente a melhor rota, evitando surpresas de última hora. Outra dica simples é sair de casa adiantado. É melhor ficar esperando e garantir o horário do que chegar atrasado e apresentar desculpas esfarrapadas para o seu entrevistador. Aliás, não são todos entrevistadores e empresas que aceitam candidatos chegando atrasados para a entrevista, a maioria simplesmente cancela a entrevista dos atrasados e passa as pessoas já presentes na frente.

2. Roupas inadequadas para o ambiente da empresa

É um erro comum que, embora não pareça muito sério, pode derrubar um bom candidato. Não estamos afirmando que as empresas exigem que você vista ternos ou roupas caras, mas elas exigem, sim, que o vestuário esteja adequado. O ideal é pesquisar com antecedência o ambiente da empresa e chegar vestido de acordo, de preferência um pouco mais formal.

Em geral, os entrevistadores não vão repreender um candidato por usar roupas inadequadas, mas esse detalhe vai ser anotado e usado como critério de reprovação. O principal fator de um candidato deve ser seu conteúdo e conhecimento, mas uma boa apresentação e uma boa presença são fundamentais.

3. Inventar ou mentir atributos profissionais na entrevista de emprego

Eis uma tática utilizada por muitos candidatos e que nunca dá certo. Mesmo que durante o currículo você consiga dissimular e colocar habilidades “extras”, na hora da entrevista de emprego a sustentação de tais mentiras pode ser inviável. A empresa precisa de inglês avançado e você só tem o básico, diga a verdade. Se realmente precisaram de inglês avançado, procure outra vaga, procure outra empresa.

Se você conseguir passar pela entrevista é ainda pior. Imagine estar contratado e depois a empresa descobrir que você na verdade não tinha os atributos necessários, o que pode resultar em demissão. Quanto mais tempo a mentira permanecer, mais energia será necessária para mantê-la e pior será a repercussão quando ela acabar.

4. Atitude passional em relação ao(s) emprego(s) anterior(es)

Um teste muito comum feito pelos avaliadores durante a entrevista é pedir para você falar ou descrever o seu antigo emprego. É um excelente momento para avaliar a sua maturidade. Evite falar mal de seu antigo chefe ou emprego, mesmo que você realmente tenha motivo para isso.

Quando lhe for perguntado sobre o emprego anterior durante a entrevista, seja profissional, direto, não se prenda a detalhes e opiniões. Se lhe for perguntado durante a entrevista de emprego o motivo pelo qual você saiu do emprego anterior, diga a verdade de forma clara, sem julgamento. Diga que está buscando uma melhor oportunidade, diga que procura um emprego melhor e com mais perspectiva. Em geral, este é realmente o motivo pelo qual a maioria das pessoas muda de emprego.

5. Falta de eloquência, linguagem de baixo nível e humor desnecessário na entrevista de emprego

Entrevista de emprego, antes de tudo, é um momento de seriedade. É um teste durante o qual você deve fazer o seu melhor. Seja formal, seja educado, evite usar gírias e expressões chulas, procure articular bem as suas frases, jamais tente usar a velha tática de “falar, falar e não dizer nada”. O entrevistador é treinado para identificar o seu conteúdo e potencial.

Outro recurso que deve ser evitado é o humor. Não tente socializar ou “descontrair o ambiente”. Pode ser que o entrevistador não veja graça no seu humor e você crie uma situação constrangedora desnecessária.

Fonte: http://www.guiadacarreira.com.br/carreira/emprego/entrevista-emprego-o-que-nao-fazer/

As 20 perguntas mais comuns na entrevista de emprego

Muitas das perguntas feitas nas entrevistas de emprego parecem uma espécie de clichê. Não importa o ramo de atuação, perfil da empresa ou da vaga disponível, o selecionador sempre vai recorrer a algumas questões-chave para conhecer você melhor e avaliar se os seus valores estão alinhados aos da organização.
Apesar de as perguntas serem iguais em todos os processos de seleção não há uma resposta formatada para elas. Especialistas recomendam: seja o mais honesto que puder, dessa forma terá mais chances de encontrar no mercado a vaga que seja a sua cara. Caso contrário, não conquistará o emprego que disputa ou será um profissional frustrado.
Algumas recomendações, todavia, são importantes e podem ajudá-lo na hora do contato com o selecionador, quando a ansiedade e o nervosismo resolvem aparecer, todo o cuidado é pouco, já que até o seu corpo pode entregar as suas fraquezas. Ouvimos o coach executivo Carlos Cruz e o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki a respeito. Da entrevista surgiram as 20 perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego e dicas de como você pode respondê-las para se dar bem em um processo de seleção.
1. Fale sobre você.
Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa. No geral, o selecionador quer saber mais sobre a formação acadêmica do candidato, o que ele gosta de fazer (hobby), seus sonhos e expectativas. A orientação é direcionar o discurso para o âmbito profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
O candidato tem de pensar qual é o seu objetivo antes da entrevista. Só assim vai saber se determinada oportunidade de emprego é interessante para ele. É necessário que o profissional “entreviste” também a empresa e averigue se a proposta é significante para sua carreira.
3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Como em uma relação a dois, é primordial que a pessoa deixe claro quais são seus anseios na vida profissional. Para isso, é preciso ter clareza. O erro da maioria dos candidatos é a passividade, isto é, aceitar uma proposta sem saber o que é relevante para sua trajetória profissional.
4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve dar exemplos vivenciados por ele. Isso vai dar consistência à resposta e segurança para o entrevistador enxergar que o profissional tem potencial para ocupar determinada posição.
5. Por que devemos contratá-lo?
Dizer que você tem sede de aprender, de crescer profissionalmente e de contribuir com a empresa não são respostas satisfatórias. O candidato deve expor como pode colaborar com o desenvolvimento da organização.
6. Como você poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa?
O entrevistado deve se fazer essa pergunta antes de ser questionado. Quais as expectativas da empresa com relação ao profissional que vai ocupar a vaga disponível? Se isso não estiver claro, o candidato deve questionar o selecionador.
7. Quais foram suas maiores realizações profissionais?
Cite até três exemplos. Procure falar sobre as realizações mais relevantes em sua vida profissional que estejam atreladas às expectativas ou ao negócio da empresa. “Nessa hora o profissional deve ser marqueteiro, ou seja, elencar o que tem de melhor e dizer sem receios”, destaca o consultor Carlos Cruz.
8. Quais são seus pontos fortes?
O candidato deve listar suas principais características e eleger o que considera ser atributos de um talento. Pergunte-se: o que os seus colegas de trabalho diriam positivamente de você? Pense em sua rotina profissional e escolha as qualidades que mais o definam no trabalho.
9. Quais são os seus pontos a desenvolver?
Cite um exemplo e foque no que você está fazendo para superar a dificuldade. Não dê ênfase ao seu ponto fraco.
10. Qual é o seu maior sonho?
Para responder a essa pergunta o candidato deve saber exatamente o que quer. Quanto mais autêntico ele for, maior será a probabilidade de encontrar uma empresa alinhada ao seu perfil.
11. Por qual motivo você saiu da empresa anterior?
Diga que está em busca de crescimento profissional e melhores oportunidades de carreira.
12. Por que ficou pouco tempo nos empregos anteriores?
Justifique afirmando que busca acima de tudo uma empresa que investe nos funcionários, valoriza o seu trabalho e dá oportunidades de crescimento.
13. Por que está há tanto tempo no emprego atual?
Você pode dizer que a empresa atual possui valores compatíveis com os seus e o valoriza enquanto funcionário. Explique que no momento quer alcançar outros objetivos e ganhar experiência em empresas diferentes.
14. Você já recebeu críticas sobre o seu trabalho? Como reagiu?
Segundo o consultor Eduardo Shinyashiki, críticas são sempre bem-vindas, pois ajuda o profissional a perceber os erros para não cometê-los novamente. Ele orienta o candidato a responder que o feedback é essencial para o crescimento profissional.
15. O que você considera importante em uma empresa?
Responda com palavras que estejam ligadas aos seus valores pessoais. Exemplos: organização, seriedade, valores profissionais e sociais, conforto para trabalhar e um quadro de funcionários estável.
16. Como você se comporta no trabalho?
Diga o que as empresas gostam de ouvir, desde que seja verdade, é claro. Exemplo: sou pontual, dedicado, comprometido, responsável, criativo, dinâmico, eficaz, flexível e sei trabalhar em equipe.
17. Com que tipo de pessoa você prefere trabalhar?
Pense em características pessoais valorizadas pelas empresas. Você pode dizer que gosta de trabalhar com pessoas comprometidas, responsáveis e que tenham espírito de equipe.
18. Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade em trabalhar?
Pense em características que firam o clima da organização e acabam influenciando negativamente o rendimento no trabalho. Exemplo: pessoas arrogantes, impacientes e sem espírito de equipe.
19. Por que você escolheu essa carreira?
Diga que você se identifica com a área, dedica-se a ela e sente prazer no que faz.
20. Como você se comporta quando algo não sai como planejou?
Nessas horas, o importante é manter a calma e tentar reverter a situação de outra  maneira para atingir o objetivo. Se você age dessa forma esta é uma resposta convincente.
Fonte: http://www.areah.com.br/cool/carreira/materia/11960/1/pagina_1/as-20-perguntas-mais-comuns-na-entrevista-de-emprego.aspx