Empresa prepara currículos sob medida e ajuda profissionais em busca de recolocação

Com 100% de satisfação de seus clientes, a CV PRA VC tem ajudado bons profissionais a voltar para mercado de trabalho.

Depoimentos de alguns clientes:

Renata azevedo – Gerente de atendimento PontoPPT
“Nunca entendi porque não me chamavam para entrevistas. Depois do trabalho que vocês fizeram, consegui entrar em quatro processos seletivos e hoje estou no emprego que eu queria. Obrigada!”

Sabrina Generali – Gerente de marketing grupo SM
“Gostei do Coaching Pack porque ele é simples, direto e realmente me deu informações importantes.”

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Com bolsa de estudos atrasada, doutora distribui currículo na rua

Amanda Brum é uma pesquisadora de sucesso. A bióloga está no terceiro pós-doutorado – uma vida de estudos que em qualquer outra realidade lhe garantia uma vida financeira saudável. Mas, na atual situação do país, a realidade é outra. Brum foi vista nessa semana distribuindo currículo em um sinal do bairro Botafogo, no Rio de Janeiro. Ela está há quase três meses sem receber a bolsa de pesquisa da Faperj, que é de R$ 4.100.

Segundo o site do O Globo, a Faperj confirmou que os pagamentos dos meses de novembro e dezembro da pós-doutoranda não foram depositados. No desespero, Amanda vestiu uma camisa preta com a frase: “Bióloga mestre doutora procurando emprego”. Foram distribuídos 100 currículos. A postagem no Facebook garantiu a divulgação além do esperado: 2,8 mil curtidas e mais de 3 mil compartilhamentos em quatro horas. E diversas pessoas pediram o currículo da Amanda na rede social.

“Tive a ideia em um dia de desespero, vendo meninos vendendo bala no sinal. Pensei: qual é a diferença entre eles e eu distribuindo currículo? Alguns amigos acharam uma boa ideia, outros foram contrários. No começo eu tremi muito. Era uma situação desconfortável explicar como fui parar ali. Semprei estudei no ensino público, a população é que me pagou. Os motoristas ficaram consternados. Alguns nem abriam o vidro do carro, outros acharam que eu era pedinte”, conta a pesquisadora.

E se engana quem pensa que ela não tentou pedir emprego em sua área. A jovem explica que bateu perna entre universidades e laboratórios, mas não conseguiu oportunidades.

Fonte: http://cidadeverde.com/economiaenegocios/81430/com-bolsa-de-estudos-atrasada-doutora-distribui-curriculo-na-rua

Boa dica para buscar emprego em 2017: ‘Ninguém quer se aliar a perdedores’

Muitas empresas demitiram e reduziram custos. O número de desempregados cresceu e a chance de uma nova oportunidade ficou menor devido à concorrência. Por isso, para se reinserir é preciso estar preparado.

Segundo o especialista em recursos humanos Júlio Pugliesi, passar uma imagem negativa durante entrevistas de emprego pode custar a oportunidade. “Ninguém quer se aliar a perdedores. Todo mundo quer se aliar a ganhadores”, argumenta.

Para o especialista, uma má impressão durante a entrevista pode fazer com que o contratante pense que o candidato está desanimado e que “não vai ser um profissional eficiente”, explica.

Recolocação no mercado
Com mais de 30 anos de experiência como vendedor, o aposentado Darli Moreira resolveu participar de uma entrevista para buscar uma recolocação no mercado de trabalho. “Existe somente uma vaga, mas eu não sei o número de candidatos. Eu estou com bastante esperança”, conta.

Para ter mais chances que a concorrência, o administrador de um dos maiores sites de emprego da região, Alex da Silva, explica que é necessário se preparar para buscar uma vaga no mercado de trabalho.

“Grande parte das vezes que a gente vê um candidato, os candidatos não estão preparados. O currículo não é bem preparado, ou ele não é bem direcionado para a vaga”, afirma Silva.

Análise e conhecimentos
De acordo com o administrador, além de preparar um bom currículo, é necessária uma análise da vaga e dos objetivos que o candidato deseja alcançar.

“Procurar realmente uma oportunidade que se encaixe no perfil, onde ele possa realmente desenvolver uma atividade profissional”, ressalta.

Dentre as dicas para conseguir uma oportunidade, Júlio Pugliesi recomenda ter uma rede de contatos, atualizar as vagas disponíveis e os conhecimentos técnicos. Para ele, o profissional deve ser entusiasmado e com vontade de vencer.

“Hoje não deu, mas a esperança não pode morrer. 2017 vai ser ótimo”, diz a dona de casa Vilma Sampaio, que tenta recolocação.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/concursos-e-emprego/noticia/2016/12/veja-dicas-para-ter-emprego-em-2017-ninguem-quer-se-aliar-perdedores.html

“Você já teve algum problema com o seu chefe?” – Como responder a essa pergunta?

Perguntas como essas podem ser complicadas porque muitas pessoas deixam seus empregos justamente por ter tido algum conflito com seu chefe. Nestes casos, o entrevistador quer descobrir se você  é um profissional que sabe trabalhar em equipe.

Sua melhor opção é não falar sobre conflitos com seu chefe. Evite descrever casos assim e prefira focar em casos específicos (onde a discordância se deu sobre pequenos detalhes) que foram resolvidos e terminaram bem.

Por exemplo: “Tenho a sorte de ter tido relações muito positivas com meus gestores. Em meu último emprego, meu gerente e eu discordamos sobre qual seria a melhor data de lançamento de um projeto. Eu apresentei argumentos fortes para que a minha data fosse a escolhida. No entanto, ele colocou outros argumentos que eu não tinha conhecimento e ficou claro que a sua opção estava mais alinhada com os objetivos macro da companhia.”

Feche falando sobre a importância da comunicação e de escutar os argumentos, tanto de gestores como de subordinados.

5 razões para ser descartado de cara em seleções de emprego

Uma tendência comum de quem procura emprego é se candidatar ao maior número possível de oportunidades profissionais. Como grande parte das seleções começa pela internet, candidatos percorrem uma maratona de sites priorizando, muitas vezes, a quantidade em detrimento da qualidade das inscrições.

Quanto mais melhor? Nem sempre, segundo a especialista em RH da VAGAS.com, Viviane Candido. Por mais competente que uma pessoa seja, seu currículo não vai passar pela triagem inicial, caso cometa erros ou lance mão de estratégias na fase online como estas a seguir:

1. Falta de foco na candidatura

Candidatar-se a uma oportunidade fora do seu escopo profissional é certeza de ser eliminado de cara, segundo a especialista. “Os recrutadores fazem uma triagem online das candidaturas e usam palavras chave ligadas ao perfil específico da vaga”, diz Viviane.

Os currículos são classificados por ordem de aderência à oportunidade. Portanto, erra quem investe tempo se candidatando a posições que não estão relacionadas à sua área de atuação. “A pessoa nunca vai ser chamada, vai mostrar ao recrutador que está desesperada e isso só vai gerar mais frustração”, diz.

2. Desatenção com informações básicas

É quase inacreditável mas há quem se esqueça de colocar, por exemplo, o telefone de contato. Equívocos de digitação no e-mail também acontecem, segundo a especialista. “Um erro besta de informação ou de português pode eliminar um candidato”, diz Viviane.

A conclusão de um recrutador é simples: se o profissional não tem atenção nem com o próprio currículo que é seu documento de apresentação, no dia a dia de trabalho sua concentração também vai deixar a desejar.

3. Negligência com teste online

Não dar a devida importância para essa fase pode custar a participação da seleção, de acordo com a especialista “Se há uma primeira etapa com testes online, significa que a prova é eliminatória”, diz Viviane.

É a alta pontuação que vai destacar tecnicamente um candidato dos demais e garantir a sua permanência no processo. Alguns dos cuidados que ela indica são o horário de agendamento do teste e a escolha do local para fazer a prova. Escolha um lugar tranquilo e evite interrupções para não perder a concentração.

4. Displicência na entrevista por vídeo

Na Vagas.com, entrevistas online fazem parte de todas as seleções para oportunidades na empresa. No entanto, há candidatos que parecem não ter a menor ideia de como se comportar em frente a uma webcam. “A postura do candidato deve ser a mesma que ele teria em uma entrevista presencial”, diz Viviane.

Má qualidade da conexão com a internet na hora de participar de uma entrevista por videoconferência e outros problemas estruturais do local escolhido – barulho, falta de iluminação ou de organização – podem até parecer contratempos inofensivos, mas também podem resultar numa eliminação, segundo a especialista de RH do Vagas.com.

5. Falta de informação sobre a empresa

Negócio, o setor, a história, os valores da companhia, seus concorrentes, o momento de mercado e para onde ela caminha. Buscar todas essas informações faz a diferença na entrevista.

Por outro lado, o desconhecimento vai revelar a falta de visão de negócios, habilidade que salta aos olhos de qualquer recrutador. “ As empresas estão buscando pessoas que atuem também estrategicamente e não apenas operacional ou taticamente”, diz Viviane.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/5-razoes-para-ser-descartado-de-cara-em-selecoes-de-emprego/

Garra e criatividade na hora de buscar emprego

Depois de muito esforço, a recompensa finalmente chegou para a família Veloso. O pai Misael Bueno Veloso, de 39 anos, conseguiu um emprego de motorista com a ajuda de toda a família, que entregou centenas de cópias do currículo do pai em um semáforo de Sorocaba, interior de São Paulo.

Segundo o G1, a ideia partiu de da esposa Regiane, que não aguentou ver o desespero do marido para conseguir uma recolocação e decidiu imprimir 400 cópias do currículo para distribuir no semáforo junto com Misael e o filho Natan, de 13 anos.

Mas nem dona Regiane, Misael e muito menos Natan poderiam acreditar o quão longe essa história poderia chegar. Natan ficou conhecido na internet depois que a estudante Laleska Bruschi compartilhou no Facebook o que o menino estava fazendo para ajudar o pai.

“Hoje quando parte no semáforo fui abordada por um menino, tinha no máximo 14 anos e eu já fui procurar se tinha algumas moedas no carro para entregar quando ele me disse a seguinte frase: ‘me ajuda, meu pai precisa de um emprego’ e me entregou esse currículo”, escreveu Buschi, com a foto do currículo. “Acho válido usar as redes sociais para algo realmente útil! Se alguém estiver contratando, ou souber de alguém que esteja.”

A postagem feita em 28 de julho recebeu mais de 6,7 mil curtidas e quase 3 mil compartilhamentos, tornando a história da família um grande viral nas redes.

“Na verdade, eu não queria ir, mas pensei que aquilo poderia ajudar o meu pai e fui”, disse Natan ao G1.

“Entreguei para várias pessoas e uma delas [Bruschi] pegava moedas quando eu disse que só queria entregar o currículo. Eu não imaginava onde ele [o currículo] poderia chegar, mas é bom ver meu pai feliz.”

A família não sabe de onde veio a indicação da vaga, mas está muito feliz com toda a repercussão e o resultado. Misael começa no novo emprego na próxima semana, em Sorocaba. “Sempre há esperança”, disse o mais novo contratado.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2016/08/05/pai-emprego-curriculo-no-farol_n_11352990.html

7 erros de postura durante uma entrevista de emprego

O ambiente da entrevista de emprego não é dos mais confortáveis. Por isso, muitas pessoas acabam cometendo erros que podem valer a vaga. “Normalmente, os candidatos não têm consciência de que estão cometendo uma falha, e isso os leva a armadilhas”, diz Reinaldo Polito, mestre em Ciências da Comunicação e professor de expressão verbal.

Outro forte motivo para que os deslizes apareçam é o nervosismo. “Quando a pessoa está muito nervosa, fato comum quando se sente avaliada, costuma apresentar comportamentos negativos e prejudiciais às suas pretensões”, complementa.

Lembre-se, então, de que o corpo também fala e é preciso prestar atenção não só naquilo que você fala, mas também na postura que tem durante a entrevista. “Uma forma de perceber insegurança é através da voz trêmula, quando a pessoa senta muito no canto da cadeira ou quando ela não olha nos olhos, por exemplo. A antipatia é percebida quando a pessoa balança a cabeça em negativa, vira os olhos em sinal de protesto ou fica tão retraída a ponto de ficar instransponível. E o temido nervosismo aparece quando a pessoa gagueja, usa vícios de linguagem, transpira demais, fica com a voz embargada ou os olhos mareados”, conta Cíntia Bortotto, consultora de RH.

Porém, por mais que seja difícil controlar esses sintomas, há formas de evitar que os erram apareçam. “O principal ponto é o autoconhecimento. Quando você sabe quais são os pontos a desenvolver fica mais fácil se preparar para as perguntas. Quem se conhece faz isso de forma natural e madura”, revela Cíntia. Outro aliado é o preparo para o processo seletivo. “Quanto mais você participa de processos seletivos, melhor você vai se comportando neles, porque você vai adequando o que julgou que não foi tão positivo quanto você gostaria”, avalia a profissional.

Saiba ainda quais são as características do cargo para o qual você está se candidatando. “Veja, por exemplo, que tipo de competências e experiências são exigidas para que o profissional assuma a função. Dessa forma, você poderá dirigir as suas respostas e o rumo da conversa para as suas qualificações que se adequem ao que a empresa necessita”, recomenda Polito. Veja a seguir os erros mais comuns durante as entrevistas de emprego.

1. Agir com arrogância

Durante a entrevista, não é legal parecer uma pessoa que se basta ou que é a melhor de todas. “Para concorrer a uma vaga, é positivo demonstrar que se tem autoconhecimento suficiente para saber onde pode contribuir e o que pode melhorar, afinal ninguém se basta”, avalia Cíntia.

Quando o candidato se apresenta com ar prepotente e vaidoso, acaba criando resistências e antipatias desnecessárias. “As demonstrações são fáceis de identificar: cabeça levantada, olhar vindo de cima para baixo, gestos medidos e artificiais e preocupação excessiva com a aparência são algumas delas”, enumera Polito.

2. Esconder-se do entrevistador

Nem se gabar demais, nem se esconder demais. Não se preparar para a entrevista e não saber trazer bons exemplos de comportamento, ou traduzir sua experiência em resultados, são pontos negativos. “Se o candidato se apresentar de maneira tímida, desconfortável e hesitante pode dar a impressão de pessoa frágil, que não tem domínio sobre o que fala e, consequentemente, compromete sua credibilidade”, diz Polito.

Os sinais, nesse caso, são vários, como fugir constantemente com os olhos, esfregar as mãos nervosamente e cruzar e descruzar as pernas.

3. Falar demais e se perder nas respostas

Fale de maneira natural e espontânea. “Alguns candidatos falam muito e acabam se perdendo na resposta e cansando o entrevistador, que tem um tempo para falar com a pessoa. Isso pode contar pontos negativos”, diz Cíntia. Por isso, mostre energia, envolvimento e interesse ao falar. “Mas não é para subir no palanque e fazer um discurso. Lembre-se sempre da naturalidade”, salienta Polito.

4. Parecer indeciso

Não mostre que você deixou-se levar pela vida. “Isso dá a entender que você teve escolhas conscientes. Este tipo de candidato demonstra que aceitou de bom grado tudo o que a vida lhe ofereceu, mas não tomou a frente fazendo escolhas, e, em geral, não tem um plano do que quer para a sua carreira”, ressalta Cíntia.

5. Usar vícios de linguagem

Eles são típicos dos candidatos que estão nervosos. Mas você deve evitá-los ao máximo. “Não use ‘né?’, ‘tá?’ ou ‘entende?’ ao final das frases. Expressões como ‘tipo assim e ‘na verdade’ e outros ruídos desnecessários como ã e é nas pausas das frases também não são bem vistos”, diz Polito.

Cuidado com as palavras rebuscadas e redobre a atenção com os estrangeirismos. “Você pode usar termos técnicos, mas não exagere. Lembre-se de que o entrevistador não é especialista na sua área”, adverte Polito.

6. Abusar da presença de espírito

Usá-la em alguns momentos é até proveitoso, mas não tente bancar o palhaço. “Excesso de brincadeiras só atrapalha”, indica o professor. A ironia fina e o humor sutil demonstram inteligência e preparo intelectual. Piadas pesadas e de humor rasteiro estão vetadas, já que podem levar à vulgaridade.

7. Mentir

É importante que você faça uma lista dos desafios profissionais que superou e dos resultados que conquistou. “Mas não minta, pois isso será uma grave falha na avaliação do recrutador”, aconselha Polito. Dê informações que o valorizem, mas não as invente.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/7-erros-de-postura-durante-uma-entrevista-de-emprego

Currículo que contrata, demite também

Numa empresa da nova economia, um documento antiquado e considerado coadjuvante determinou a queda do CEO de uma das empresas expoentes desse mundo da tecnologia e da informação em tempo real. Scott Thompson renunciou ao principal cargo do Yahoo por conta de informações falsas no seu currículo.

Você pode estar pensando que o fato de não constar uma formação no currículo não deveria impactar na qualidade do serviço prestado pelo profissional. Mas veja que a questão não é essa: o conselho da empresa colocou em evidência o princípio ético da atuação do seu primeiro executivo como um exemplo para toda a empresa.

As empresas gostariam de contratar funcionários pelo que eles serão, mas é difícil fazer esse exercício de futurologia e acertar de primeira. Nós somos o que desejamos ser, mas somos também o que falamos, o que fizemos e o que realizamos. Somos ainda o que falam de nós, os reconhecimentos que conquistamos. Essa radiografia determina alinhamento entre a vaga disponível e o candidato que será convocado.

Por isso, a equipe de recrutamento recorre ao currículo para mapear e filtrar candidatos num processo que até pode ser considerado arcaico. Não é obviamente a fonte exclusiva para a tomada de decisão, mas ainda é um recurso legítimo para orientar o processo de seleção.

Naquele pedaço de papel (ou arquivo eletrônico), muitas vezes, estão provas de comportamentos e habilidades desejadas, além de registrar resultados conquistados. São pistas válidas, mas também revela a postura ética do candidato ao se apresentar sem inflar sua própria história.

Scott Thompson não deve ter se beneficiado por colocar uma formação que não tinha. Talvez tenha sido um erro involuntário. Estou certo que outros motivos muito mais relevantes levaram à sua escolha. Mas foi a incoerência entre discurso e prática o pano de fundo nesta situação que culminou com sua renúncia.

Não gosto de pensar no currículo como um documento frio com dados pessoais, formação, escolaridade, experiência profissional e trabalhos realizados. Agrada-me a ideia de elaborar uma biografia, como a história escrita sobre a vida de uma pessoa.

Essa história está escrita em um currículo, mas também na rede de relacionamentos (familiares e de amizade) que temos (e, cuidado, em suas redes sociais investigadas por quem seleciona), no livro de nossa vida e em nossas atitudes diárias. Somos escravos dessa trajetória e dependemos dela para continuar a caminhar ou para rever nossas direções. Não somos um arquivo vazio nem quando nascemos, visto que não somos tábula rasa (não nascemos vazios, mas sim com um programa genético) .

É impossível esquecer o que somos. Essa realidade está escrita no currículo e na nossa história de vida.

Fonte: http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/carreiraevida/2012/05/14/curriculo-que-contrata-demite-tambem/

Perdi o emprego. E agora?

Os momentos depois de uma demissão trazem muitas dúvidas: foi minha culpa? Não sou bom o suficiente? Poderia ter mudado algo? Uma das angustiantes, no entanto, fala do futuro: o que fazer agora?

No segundo trimestre deste ano, o índice de desemprego no Brasil chegou a 11,3%, segundo o IBGE divulgou nesta quarta-feira (17). Nos primeiros três meses de 2016, a taxa foi de 10,9%.

Quem está desempregado pensa se deve voltar a estudar – fazer um mestrado, por exemplo -, mudar de área, abrir um negócio ou aceitar uma vaga que pague menos.

A BBC Brasil consultou especialistas em carreira para analisar cada uma dessas questões e apontar o que é preciso considerar antes de tomar uma decisão.

Segundo os entrevistados, ao escolher qualquer caminho, é preciso deixar de lado o desespero e refletir sobre suas habilidades, defeitos e desejos, além das necessidades do mercado. Quais são suas qualidades? No que deve melhorar? E do que o mercado precisa hoje?

“A primeira coisa é se convencer de que é uma situação passageira. Aproveite esse momento para pensar na sua carreira. Se está desempregado, foi algo conjuntural ou pessoal? Como tem sido sua trajetória até aqui? Você precisa se entender”, diz Márcia Damia, administradora e vice-coordenadora do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP.

Para isso, dizem os especialistas, vale colocar tudo no papel, buscar livros sobre o assunto e até fazer testes de aptidão na internet. Procurar ajuda profissional é outra opção.

Planejar as finanças também é necessário, para saber se o dinheiro guardado permite arriscar ou exige um novo emprego rápido.

Leia abaixo as dicas dos entrevistados para quatro possibilidades que passam pela cabeça de quem foi demitido.

Voltar a estudar?

Para alguém desempregado, não adianta estudar um tema que considera importante, mas que odeia ou não vai usar

Vou estudar exatamente para quê? Antes de investir na formação, quem perdeu o emprego deve se fazer essa pergunta, diz o professor de Economia da PUC-SP Leonardo Trevisan.

Ele explica que cada curso vai dar um retorno diferente e é preciso alinhá-los com os seus objetivos.

O mestrado, por exemplo, tem uma finalidade mais acadêmica. Ele é indicado para pessoas que querem pesquisar uma área do conhecimento ou que têm aspirações docentes.

Já as especializações e MBAs são voltados para o mercado e podem trazer bons contatos profissionais.

“Um mestrado não é melhor nem pior que os outros. Não há uma única receita para todos”, diz Trevisan.

Além disso, não adianta um desempregado estudar um tema que considera importante, mas que odeia, ou que não vai usar, diz a administradora Marcia Dama, do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP. “Deve-se pensar: o mercado está precisando disso? No que vai me ajudar?”

Para quem não tem ensino superior, o professor Joel Dutra, Coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas da FIA (Fundação Instituto de Administração), sugere cursos técnicos. Ele explica que, sem faculdade, é difícil alguém entrar em outro ramo de atividade, então precisa melhorar no seu.

No entanto, a decisão de se dedicar apenas aos estudos exige cuidado, diz Leonardo Trevisan. Ficar fora do mercado pode ser prejudicial.

“Se invisto só na educação, quando o mercado reaquecer, vou estar fora dele. Preciso me perguntar: o setor para o qual estou me preparando vai pedir (no futuro) mais gente bem formada ou com experiência?”

Os especialistas lembram que mestrados e especializações não são as únicas alternativas: cursos curtos (e gratuitos) e até trabalhos voluntários podem oferecer novas habilidades.

Mudar de carreira?

Mercado não valoriza duas graduações, afirma professor, então é preciso planejar uma eventual mudança de área de atuação

Se trocar de emprego é como mudar de roupa, escolher outra carreira é mudar de pele.

A analogia do professor Leonardo Trevisan, do departamento de Economia da PUC-SP, serve para mostrar que entrar numa área completamente nova é uma decisão complexa. É preciso começar do zero e há efeitos na vida pessoal.

Portanto, antes de mudar, saiba se o setor desejado está indo bem.

“Se alguém me disser que quer trabalhar com petróleo, vou dizer: ‘meu filho, olha o preço do barril’. É inviável, não importa o quanto você goste.”

Para fazer a transição, o professor Joel Cunha, da FIA, diz que o melhor é apostar numa especialização. Começar outra faculdade não seria a escolha mais inteligente.

“Não vejo o mercado valorizando duas graduações.”

Ele dá um exemplo: alguém que se formou em bioquímica e não encontra emprego, pode fazer uma pós-graduação em administração e buscar emprego no setor farmacêutico. Assim, não desperdiça o conhecimento que já tem e abre mais portas.

Apesar da dica, Cunha desaconselha mudanças de carreira durante a crise. Na recessão, diz, a lógica da empresa é contratar pessoas que se estejam o mais próximo de suas necessidades. Ou seja, com a formação e experiências ideais. Não seria boa hora para novatos.

Abrir o próprio negócio?

Para professor de empreendedorismo, negócios que não suprem necessidades específicas não se sustentam

Gostar de cozinhar ou não querer ter um chefe não são, por si só, bons motivos para abrir um restaurante.

Em vez disso, alguém que queira começar seu próprio negócio deve gostar de resolver problemas, estar disposto a estudar empreendedorismo e não ter vergonha de fazer contatos.

“É preciso perguntar que tipo de problema esse restaurante vai resolver para o meu público. Vai ser uma alimentação rápida para quem trabalha na região?”, exemplifica o professor de empreendedorismo do Insper Marcelo Nakagawa.

Segundo ele, negócios que não suprem necessidades específicas não se sustentam. “Que problema um cupcake resolve?”, questiona.

Para Nakagawa, o interessado em abrir um negócio também deve estudar muito e fazer um planejamento detalhado.

“Cada vez mais é um terreno para profissionais. Às vezes as pessoas estão desempregadas e veem isso como uma tábua de salvação, mas não é assim.”

O professor indica os cursos do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) sobre empreendedorismo e aulas online para começar a entender o planejamento de cada setor. E destaca a importância de conversar com empresários da mesma área, até para entender o dia a dia do trabalho.

Se não estiver disposto a dar esses passos, tire a ideia da cabeça, aconselha Nakagawa.

“Você pode perder o dinheiro que juntou. Não é uma decisão para ser tomada no desespero.”

Ganhar menos?

Se precisar voltar a trabalhar o quanto antes recebendo menos, escolha funções mais desafiadoras

O dinheiro está curto e é preciso voltar a trabalhar o quanto antes?

Então deixe as pessoas saberem que você está disponível.

A dica é da professora Tania Casado, coordenadora do Escritório de Desenvolvimento de Carreira da USP.

Ela diz que procurar conhecidos de vários círculos é uma das melhores formas de encontrar vagas.

“As pessoas têm dificuldade de pedir uma oportunidade. Se fico desempregado, vou procurar todo mundo que conheço. Como você vai receber uma oferta se não sabem que você está desempregado?”

Casado alerta sobre as empresas de recolocação profissional, que podem queimar o candidato ao disparar centenas de currículos sem critério aparente.

“Antes de contratar, faça uma reunião para saber exatamente o que elas vão fazer.”

Ao buscar trabalho, orienta Joel Dutra, professor da FIA (Fundação Instituto de Administração), escolha funções mais desafiadoras, mesmo que paguem menos.

Se inscrever para um cargo parecido, mas inferior ao que você exercia, pode pegar mal no seu currículo.

Segundo Dutra, parece que você retrocedeu e depois vai precisar recuperar esse patamar. Por outro lado, escolher um posto em um outro setor é mais desafiador e oferece uma experiência diferente.

“Algo que te exige muito menos gera frustração e não agrega (conhecimento).”

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37102767

5 razões para ser descartado de cara em seleções de emprego

Uma tendência comum de quem procura emprego é se candidatar ao maior número possível de oportunidades profissionais. Como grande parte das seleções começa pela internet, candidatos percorrem uma maratona de sites priorizando, muitas vezes, a quantidade em detrimento da qualidade das inscrições.

Quanto mais melhor? Nem sempre, segundo a especialista em RH da VAGAS.com, Viviane Cândido. Por mais competente que uma pessoa seja, seu currículo não vai passar pela triagem inicial, caso cometa erros ou lance mão de estratégias na fase online como estas a seguir:

1. Falta de foco na candidatura

Candidatar-se a uma oportunidade fora do seu escopo profissional é certeza de ser eliminado de cara, segundo a especialista. “Os recrutadores fazem uma triagem online das candidaturas e usam palavras chave ligadas ao perfil específico da vaga”, diz Viviane.

Os currículos são classificados por ordem de aderência à oportunidade. Portanto, erra quem investe tempo se candidatando a posições que não estão relacionadas à sua área de atuação. “A pessoa nunca vai ser chamada, vai mostrar ao recrutador que está desesperada e isso só vai gerar mais frustração”, diz.

2. Desatenção com informações básicas

É quase inacreditável mas há quem se esqueça de colocar, por exemplo, o telefone de contato. Equívocos de digitação no e-mail também acontecem, segundo a especialista. “Um erro besta de informação ou de português pode eliminar um candidato”, diz Viviane.

A conclusão de um recrutador é simples: se o profissional não tem atenção nem com o próprio currículo que é seu documento de apresentação, no dia a dia de trabalho sua concentração também vai deixar a desejar.

3. Negligência com teste online

Não dar a devida importância para essa fase pode custar a participação da seleção, de acordo com a especialista “Se há uma primeira etapa com testes online, significa que a prova é eliminatória”, diz Viviane.

É a alta pontuação que vai destacar tecnicamente um candidato dos demais e garantir a sua permanência no processo. Alguns dos cuidados que ela indica são o horário de agendamento do teste e a escolha do local para fazer a prova. Escolha um lugar tranquilo e evite interrupções para não perder a concentração.

4. Displicência na entrevista por vídeo

Na Vagas.com, entrevistas online fazem parte de todas as seleções para oportunidades na empresa. No entanto, há candidatos que parecem não ter a menor ideia de como se comportar em frente a uma webcam. “A postura do candidato deve ser a mesma que ele teria em uma entrevista presencial”, diz Viviane.

Má qualidade da conexão com a internet na hora de participar de uma entrevista por videoconferência e outros problemas estruturais do local escolhido – barulho, falta de iluminação ou de organização – podem até parecer contratempos inofensivos, mas também podem resultar numa eliminação, segundo a especialista de RH do Vagas.com.

5. Falta de informação sobre a empresa

Negócio, o setor, a história, os valores da companhia, seus concorrentes, o momento de mercado e para onde ela caminha. Buscar todas essas informações faz a diferença na entrevista.

Por outro lado, o desconhecimento vai revelar a falta de visão de negócios, habilidade que salta aos olhos de qualquer recrutador. “ As empresas estão buscando pessoas que atuem também estrategicamente e não apenas operacional ou taticamente”, diz Viviane.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-razoes-para-ser-descartado-de-cara-em-selecoes-de-emprego