O que fazer quando o recrutador some e não dá notícias da vaga?

Quem está procurando emprego sabe que não é raro quando o recrutador não dá resposta sobre um processo de seleção. Com receio de demonstrar ansiedade, muitos profissionais ficam sem saber o que fazer.

“Dois meses atrás, fui contatado por Whatsapp por uma empresa e em seguida recebi um telefonema do próprio supervisor da área a que meu trabalho interessava. Ele disse que estava separando meu currículo no RH da empresa e pediu para esperar um mês que o departamento entraria em contado. Já se foram dois meses desde o primeiro contato. Entro em contato com o supervisor da área que iniciou a conversa ou posso esquecer da vaga?”

Segundo Renata Fillippi, headhunter da STATO, quando o entrevistador/recrutador dá um prazo e nada acontece, o candidato pode entrar em contato para saber se permanece dentro do processo ou se a vaga já foi fechada. “Nesse caso, após 35 dias, ele já poderia ter ligado para o supervisor”, diz.

De acordo com ela, não é bom deixar passar muito tempo desde o prazo dado para fazer o acompanhamento, ou follow up no jargão corporativo. Ela indica que o candidato procure sempre falar com a pessoa com quem conversou sobre a oportunidade e que faça o controle das datas.

“Sugerimos aos profissionais que estão mandando currículos e participando de processos seletivos que mantenham uma planilha atualizada com o nome da empresa, da pessoa com quem conversou, telefone, e-mail e data do último contato”, afirma.

Além de demonstrar interesse, o profissional que manda um e-mail ou liga para saber da vaga quando não recebe o contato na data indicada dá sinal de organização. “Não é prejudicial quando o acompanhamento é feito no tempo certo. Pelo contrário, é até bem visto”, diz.

Ao procurar o recrutador, diga quando conversaram pela última vez e pergunte se continua no processo. Se a vaga já tiver sido fechada, o candidato pode agradecer e dizer que segue à disposição para outras oportunidades que surgirem na empresa, se assim quiser. “Ele pode dizer claramente que trabalhar naquela empresa o interessa”, diz.

Se o recrutador não der prazo e sumir, mandar um e-mail entre duas e três semanas após o último contato pode ser uma boa ideia. “Não existe uma receita de bolo, o que vale é usar o bom senso. Fazer o acompanhamento do processo não significa ligar a cada três dias para saber se há alguma novidade”, diz.

Apostar na empatia e tentar se colocar no lugar do recrutador é uma boa alternativa para quem está na dúvida sobre o que fazer. Se você estivesse conduzindo uma seleção, o que iria considerar razoável?

Um bom jeito de balizar expectativas é perguntar após a conversa quanto tempo ele imagina que processo seletivo vai levar ou para quando está prevista a próxima etapa, de acordo com a headhunter.

A desorganização pode ser a razão por que o entrevistador não deu resposta alguma para o candidato e essa é uma falha dele, mas nem sempre a falta de contato acontece por isso. “No caso de consultorias, por exemplo, o headhunter pode apresentar os candidatos e o cliente sumir”, diz.

Em processos conduzidos diretamente pelo RH da empresa, a liderança pode decidir congelar o processo seletivo. Sem informações para dar, o feedback não chega.

No entanto, com motivos válidos ou não válidos, a regra do bom recrutador é sempre dar a resposta para todos os candidatos. “Todos devem receber feedback”, afirma. E, de preferência, o profissional deve saber o motivo pelo qual não seguiu no processo, quando ele é avisado de que não foi selecionado. “Essa é a recomendação”, diz.

Fonte: Exame.com

10 dicas para se dar bem na entrevista de emprego em inglês

Vamos imaginar uma situação feliz: seu currículo foi selecionado para aquela vaga de emprego linda que você comemorou quando viu no Facebook, a primeira entrevista foi um sucesso e ali mesmo já lhe disseram que em uma das etapas da seleção haverá uma entrevista em inglês.

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Vamos lá, se o seu inglês é fluente e você está atualizada quanto aos termos técnicos da sua profissão, maravilha! Mas se o seu nível está mais para intermediário ou básico e você está um pouquinho enferrujada na conversação, vai precisar se preparar para não fazer feio no dia desse papo.

As professoras de inglês Rosângela Souza, fundadora da Companhia de Idiomas, e Carolina Ferrari, professora particular, nos deram 10 dicas para facilitar sua vida na hora de provar, também em inglês, que é a melhor candidata para a vaga.

1. Não se candidate a vagas que peçam nível de inglês mais elevado que o seu

O anúncio da vaga pede inglês fluente e o seu é intermediário? É melhor deixar pra lá e continuar estudando para, no futuro, poder se candidatar a uma oportunidade semelhante. Você só terá chances reais de se dar bem se seu nível de inglês estiver de acordo com as expectativas da empresa.

Mas vamos que você tenha mentido no currículo (acontece, ninguém aqui está julgando) e vai fazer a entrevista. Prepare-se para talvez ter alguma dificuldade e provavelmente não passar dessa fase. E, sinceramente, agradeça por não passar. “Imagine se na primeira semana tem uma reunião com estrangeiros? É preciso entender cada um deles e ainda falar algo relevante para causar uma boa impressão”, exemplifica Rosângela.

2. Faça algumas aulas de conversação focadas na futura entrevista

As aulas precisam ser individuais e formuladas para as suas necessidades, por isso são mais proveitosas se feitas com uma professora particular ou em uma escola que disponibilize esse tipo de serviço. O ideal é que você consiga explicar exatamente o que precisa praticar, e em que nível.

“São aulas sobre o vocabulário específico de que o candidato precisa e com simulações de entrevistas. Aprender palavras é fácil com a internet e na TV, mas para a prática é necessário que haja uma professora que faça as correções pontuais e proporcione uma prévia do que poderá ser a entrevista”, explica Carolina.

3. Atualize-se em inglês sobre as notícias relacionadas à área de atuação da empresa

Falar sobre atualidades da área em que você trabalha também é um clássico das entrevistas de emprego, tanto em português quanto em inglês. Para a etapa na língua estrangeira, prepare-se lendo notícias em sites americanos, ingleses, canadenses, australianos – ou seja, de países em que o inglês seja a língua-mãe. Ver vídeos sobre essas notícias também ajuda bastante, pois treina os ouvidos para o inglês e pode enriquecer seu vocabulário.

4. Estude sobre a empresa

Além de perguntar sobre você, o entrevistador possivelmente vai querer ouvir suas razões para querer trabalhar naquela empresa especificamente. Sabendo mais sobre a história, os destaques positivos e a atuação dela no mercado hoje em dia fica muito mais fácil responder.

Se for uma multinacional, procure no site em inglês da empresa dados sobre o cargo que você pretende ocupar. Anote o vocabulário usado ali, estude. Se não for o caso, busque esse tipo de informação em sites em inglês de empresas do mesmo ramo.

 

5. Treine os falsos cognatos

Falsos cognatos são aquelas palavras superparecidas em português e em inglês, mas cujos significados não têm nada a ver quando traduzidas. E elas ficam muuuito feias quando colocadas incorretamente no meio de uma frase em inglês.

As professoras apontam as cinco a que você deve ficar mais atenta:

– actually = na verdade/de fato (não “atualmente”)

– anticipate = prever (não “antecipar”)

– college = faculdade (não “colégio”)

– lecture = palestra (não “leitura”)

– particular = específico/exato (não “particular”)

 

Durante a entrevista:

 

6. Peça para o entrevistador repetir algo que você não tenha entendido

O entrevistador pode ser estrangeiro ou ter uma prática de inglês muito superior à sua, mesmo que seu inglês seja fluente – pode ser que ele trabalhe o dia todo falando em inglês e você não, por exemplo. E pode acontecer de você não entender algo que ele diga.

Não tenha vergonha de dizer isso. Siga o conselho de Carolina: “É melhor ser honesta, dizer que não entendeu e pedir para ele repetir o que falou ou refazer a pergunta do que tentar responder e acabar dizendo algo completamente sem sentido”.

 

7. Fale no ritmo em que se sentir mais confortável

Falar inglês rápido não é sinônimo de ser mais fluente que a própria rainha Elizabeth. Pense bem: há brasileiros que falam português rápido e outros que falam devagar, certo? E todos são fluentes no idioma. O mesmo vale para o inglês como língua estrangeira. “Falando rápido, você pode errar mais”, afirma Rosângela. “É melhor prestar atenção ao conteúdo e a forma do que fala e praticar um ritmo em que você se saia bem”.

 

8. Não traduza um pensamento em português diretamente para o inglês

muitas diferenças na construção das frases em inglês e em português: a ordem das palavras, as expressões, as preposições. Durante uma entrevista em inglês, procure não pensar em português. Você estudou e estuda para conseguir construir suas ideias em inglês, então faça isso. Deixe o português do lado de fora da sala de entrevista.

 

9. Mantenha a calma se der um branco

Todo mundo pode esquecer como se fala uma palavra ou como se constrói uma ideia. E em qualquer idioma – quantas vezes você já usou o verbo “coisar” porque não lembrava de algo simples como “comprar” ou “construir”? No caso de esquecer algo em inglês, fique calma e procure um sinônimo. Não há problema nenhum em interromper um pouco a própria fala e refazer a frase que estava falando, para encaixar a palavra nova.

 

10. Se perceber que cometeu um erro, siga em frente

Falou uma palavra errada? Conjugou um verbo horrorosamente mal? Deu um escorregão monstro na concordância? Tudo bem. Se quiser se corrigir no ato, simplesmente diga “I’m sorry” e fale a versão corrigida. Se achar que o erro não foi tão bizarro assim, continue falando como se nada tivesse acontecido. O entrevistador analisa o todo da entrevista e não irá eliminá-la por causa de um engano ou dois.

Fonte: Site M de Mulher

5 frases proibidas em entrevistas de emprego

Com desemprego de 13,7% no primeiro trimestre e 14,2 milhões de pessoas em busca por recolocação, ter destaque em entrevistas de emprego é imensamente relevante – tanto quanto ter o perfil da vaga desejada.

Gerente de engenharia da Talenses, empresa especializada em recrutamento de profissionais de média e alta gerência, além de consultoria junto a clientes e candidatos, Gabriel Almeida listou 5 frases que considera “proibidas” durante uma entrevista de emprego:

1 – “Avalio apenas posições com aumento salarial”“Por mais que a remuneração seja um ponto importante para aceitar ou recusar uma proposta de emprego, cada vez mais as empresas buscam profissionais engajados e que contribuam com o desafio/projeto oferecido”, diz o especialista.

Para ele, é importante citar outros fatores de interesse, como crescimento pessoal e profissional; benefícios; cultura organizacional; exposição e escopo de responsabilidade.

2 – “Meu antigo/atual gestor não é um líder/ não é competente”

Falar mal do empregador anterior é tiro no pé. “A relação entre gestor e subordinado muitas vezes é complexa, mas não deve ser exposta em uma entrevista, muito menos quando é citado o nome do gestor ou dos pares. Evite expor outros profissionais desnecessariamente”, alerta.

Ele sugere: “saiba quais são os pontos que levaram a má relação com o gestor [anterior] e apresente apenas os aprendizados para seu relacionamento com um futuro gestor”.

3 – “A culpa foi minha”

É importante reconhecer imperfeições, mas “se perguntado sobre insucessos, busque focar nas lições aprendidas, evidenciando que o erro não será repetido”, afirma Almeida.

“Lembre-se que, em uma entrevista é importante destacar exemplos de sucesso e resultados consistentes em suas passagens. Sinceridade é fundamental, mas não se coloque em uma situação negativa desnecessariamente”.

4 – “Meu inglês está enferrujado”

Não é o caso de mentir, mas, atualmente, é essencial exercitar o inglês para ser competitivo no mercado de trabalho. “Existem diversas ferramentas que podem ‘desenferrujar’ o idioma e garantir aquela oportunidade que você sempre sonhou”, analisa.

5 – “Não tenho/sei meus pontos a desenvolver”

“Todo profissional precisa saber quais são seus pontos a desenvolver, se não souber peça um feedback para o seu gestor, pares e/ou subordinados”, avisa o especialista. “Prepare-se para conversar sobre esses pontos em uma entrevista e, principalmente, mostre quais ações você vem tomando para reduzir esses “gaps””, continua. “Dica: evite falar pontos comuns como ansiedade”.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/6421869/frases-proibidas-entrevistas-emprego

4 sinais de que você precisa de um novo emprego

Tudo que é bom tem um fim. Às vezes, isso significa deixar um emprego que você amava porque o trabalho não é mais suficiente para você. Talvez esteja acomodado, desmotivado, ou simplesmente a vaga antiga não é mais adequada às suas habilidades. No geral, é importante ouvir você mesmo, afirmou Apryl Zarate Schlueter, autora do livro Finding Success in Balance: My Journey to The Cheerful Mind (Algo como Buscando sucesso no equilíbrio: minha jornada rumo a uma mente feliz, em tradução livre), ao Business Insider.

“Digamos que você sinta que está destinado a fazer mais. Muita gente tende a ignorar esse sentimento – eu, inclusive, já ignorei – por causa do medo e da incapacidade de ver um caminho claro para chegar aonde você quer chegar”, disse Apryl. Mas além desse sentimento, quais são os sinais de que é hora de buscar novas oportunidades? Existem alguns. Confira:

1. Você não se sente desafiado
Este é provavelmente o sinal mais óbvio de que seu emprego não é mais suficiente para você. “Você não sente que está mais aprendendo e não se sente testado”, diz Lynn Taylor, especialista em ambiente de trabalho e autora do livro Tame Your Terrible Office Tyrant: How to Manage Childish Boss Behavior and Thrive in Your Job (Dominando seu terrível tirano no escritório: como ludar com um chefe infantil).

É importante diferenciar esse sentimento de um tédio comum. Toda profissão tem um dia menos interessante de tempos em tempos. Mas se esse sentimento for constante a ponto de você não querer sair de casa para trabalhar, pode ser um problema.

“Você sente que suas ações poderiam praticamente ser substituídas por inteligência artificial, porque a solução de problemas se tornou uma rotina automática”, afirma Lynn. “É claro que levou tempo para você desenvolver as habilidades necessárias, mas você pode acabar perdendo essa noção porque repete as mesmas tarefas da mesma forma.”

Segundo Lynn, coisas como aumento de salário, bônus e um bom escritório podem reduzir a sensação de não estar sendo desafiado por algum tempo, mas no longo prazo, nada vai te ajudar se você acha que seu trabalho ficou fácil demais. “Infelizmente, muita gente acaba ficando no mesmo emprego porque é confortável, mas depois se arrependem por não ter mudado antes”, diz Lynn.

2. Não há muitas oportunidades para expandir suas responsabilidades atuais
Se há alguma oportunidade de aumentar suas responsabilidades no emprego atual em vez de abandonar a empresa, pode ser uma boa opção. Para Apryl, os profissionais que sentem que seu emprego atual não é mais suficiente devem seguir alguns passos, para determinar se estão só de mau humor ou se há algo mais sério.

a. Imagine seu emprego dos sonhos baseado nas suas habilidades.

b. Identifique tantos detalhes quanto possível. Isso significa se perguntar questões como: qual seria o trabalho? Qual seria o salário? Onde a empresa seria localizada? Quantas pessoas seriam chefiadas por mim?

c. Compare esse trabalho com o seu atual cargo, identificando as áreas similares e as diferenças principais.

d. Explore a possibilidade de alinhar o emprego atual à sua expectativa no seu cargo atual. Se não houver possibilidade de mudança na empresa em que você trabalha, considere mudar de emprego.

3. Você fica muito animado ao pensar no emprego dos sonhos
Robert Dickie, autor de Love Your Work (Ame seu trabalho), disse ao Business Insider que se você está muito animado com a possibilidade de sair do emprego atual e começar a trabalhar em outra empresa, você provavelmente está pronto para mudar de emprego.

“Amar o que você faz te dá um poder que os outros profissionais que estão só preocupados em bater o ponto não têm”, diz Dickie. “Você terá energia para trabalhar duro por horas e por isso ganhará espaço no novo emprego. As pessoas que odeiam seu trabalho podem fingir que trabalham duro, mas o desempenho vai eventualmente cair. Paixão é algo difícil de conter e fácil de identificar.”

4. Você está recebendo ótimas propostas
Receber propostas de outras empresas ou perceber o interesse de seus contatos que trabalham no mesmo setor definitivamente é um sinal de que você é um candidato que chama a atenção de potenciais empregadores – e que superou a vaga atual.

“Cedo ou tarde, todos crescem demais para o cargo que ocupam”, diz Lynn. “Ao longo da sua carreira, você pode perceber que ganhar uma promoção na empresa em que trabalha é um sonho distante – ou isto pode ser pouco interessante, baseado nas suas experiências.”

Se você sente que seu emprego atual não é suficiente para suas expectativas, mas não está recebendo outras propostas, pode ser hora de começar uma busca silenciosa por emprego.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/04/4-sinais-de-que-voce-precisa-de-um-novo-emprego.html

5 respostas que pegam mal na hora da entrevista de emprego

“Meu ponto a melhorar? Sou muito perfeccionista”
Essa até doí no ouvido do recrutador de tão batida que é. Uma boa dica é pensar em algo que é mesmo o seu ponto fraco, mas que não é essencial para desenvolver o seu trabalho.

“Não, eu não gosto de trabalhar em equipe, mas precisa né?”

Sim, seja verdadeiro na entrevista, mas cuidado para não extrapolar na sinceridade.

“Eu devo ser contratado, pois estou há mais de um ano desempregado e preciso muito de um emprego”

Na hora da entrevista, deixe o seu desabafo de lado e foque nos seus diferenciais, na sua força de vontade e no quanto você quer aquela oportunidade


“Difícil essa pergunta” ou “Nossa, não sei nem como começar a responder”

As vezes uma pergunta pode te pegar de surpresa. A melhor dica mesmo é treinar suas respostas antes de ir para a entrevista

“Estou procurando um novo emprego, pois detesto meu chefe atual”

Falar mal de antigos empregadores ou das empresas onde você trabalhou mancha a sua imagem. A ideia passada é: se ele fala mal da empresa atual, falará mal da minha também

“Você já teve algum problema com o seu chefe?” – Como responder a essa pergunta?

Perguntas como essas podem ser complicadas porque muitas pessoas deixam seus empregos justamente por ter tido algum conflito com seu chefe. Nestes casos, o entrevistador quer descobrir se você  é um profissional que sabe trabalhar em equipe.

Sua melhor opção é não falar sobre conflitos com seu chefe. Evite descrever casos assim e prefira focar em casos específicos (onde a discordância se deu sobre pequenos detalhes) que foram resolvidos e terminaram bem.

Por exemplo: “Tenho a sorte de ter tido relações muito positivas com meus gestores. Em meu último emprego, meu gerente e eu discordamos sobre qual seria a melhor data de lançamento de um projeto. Eu apresentei argumentos fortes para que a minha data fosse a escolhida. No entanto, ele colocou outros argumentos que eu não tinha conhecimento e ficou claro que a sua opção estava mais alinhada com os objetivos macro da companhia.”

Feche falando sobre a importância da comunicação e de escutar os argumentos, tanto de gestores como de subordinados.

Robôs podem ser o futuro das entrevistas de emprego

O futuro das entrevistas de trabalho pode te deixar horrorizado. Jake Rosen, por exemplo, se sentiu assim.

Rosen, recém-formado da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), se candidatou para ser assistente da NBC quando soube que não teria que ir a um escritório para conversar com um ser humano sobre suas habilidades. Em vez disso, ele foi entrevistado por webcam, em um laptop.

Falamos do Skype, certo? Errado, nada tão pessoal assim. Ele gravou suas respostas e enviou para um gerente de Recursos Humanos da NBC para que fossem analisadas segundo a conveniência da companhia.

Trata-se de uma entrevista robô e funciona mais ou menos assim. Na experiência mais humana, um gerente de RH, que também não tem tanta prática na arte dos vídeos digitais, entrega perguntas gravadas. Ou, se realmente se trata do senhor Robótico, uma pergunta aparece na tela. Você tem um período de tempo limitado para responder. Você conversa com seu computador, grava as respostas e reenvia à companhia. Às vezes aparece uma pergunta de teste para que os candidatos se acostumem a falar com a câmera. Às vezes não. Muitas vezes, no fim, você tem a chance de regravar suas respostas.

Para os tímidos, esta poderia ser a realização de um sonho. Não é necessário dar um aperto de mão firme e, claro, nem usar perfume. Além disso, não é verdade que todo mundo gostaria de ter a opção de refazer tudo após inventar algo ou murmurar durante a resposta?

Para todos os demais, na melhor das hipóteses, a situação é incômoda. Trata-se de um encontro bastante artificial, um pouco parecido como o FaceTime, exceto pelo fato de que você é obrigado a olhar para seu próprio rosto grande e nervoso na tela enquanto fala das razões pelas quais quer trabalhar para a empresa.

A sensação é mais semelhante a atuar para uma plateia invisível do que ter uma conversa, porque em essência é exatamente isso. Desacostumado à câmera, Rosen ficou nervoso desde a primeira pergunta, o que afetou o restante da entrevista, disse ele.

“Não sou uma estrela do YouTube, obviamente”, disse ele. “Falar com a câmera é uma experiência muito estranha. Honestamente, foi horrível.” Jamie Black, que sofreu com a experiência da entrevista em vídeo para um emprego em uma escola, disse que se sentiu “mais em um game show do que em uma entrevista”.

Para muitos de nós, essa experiência em breve será inevitável. As entrevistas de emprego em vídeo e sem seres humanos estão em ascensão.

A HireVue, uma das poucas companhias que produzem softwares para entrevistas em vídeo, trabalha com 600 grandes organizações, incluindo Deloitte, JPMorgan Chase, Under Armour e a maior parte das grandes empresas aéreas dos EUA.

Neste ano, a empresa realizará 2,5 milhões de entrevistas, contra 13.000 cinco anos atrás. Cerca de 90 por cento destas são entrevistas “sob demanda”, sem ninguém ao vivo do outro lado.

O melhor conselho pode ser simplesmente relaxar.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/robos-podem-ser-o-futuro-das-entrevistas-de-emprego

Entrevista de Emprego: os 5 Erros mais Comuns

A entrevista de emprego está muito ligada à observação: tudo o que você disser e fizer estará sendo avaliado. Fique atento aos 5 erros mais comuns e tenha mais sucesso na sua próxima entrevista:

1. Chegar atrasado na sua entrevista de emprego

Chegar atrasado na sua entrevista de emprego é um dos erros mais graves que podem ser cometidos, de acordo com boa parte dos entrevistadores e especialistas em seleção. Entre as principais características observadas na entrevista de emprego estão, com certeza, a seriedade e profissionalismo. Chegando atrasado na sua entrevista de emprego você demonstra (antes mesmo de começar a falar) justamente falta de seriedade e falta de profissionalismo.

Procure conhecer o local onde você vai realizar sua entrevista. Se possível, visite-o pessoalmente alguns dias antes. Seja de táxi, carro, metrô, ônibus ou trem, planeje previamente a melhor rota, evitando surpresas de última hora. Outra dica simples é sair de casa adiantado. É melhor ficar esperando e garantir o horário do que chegar atrasado e apresentar desculpas esfarrapadas para o seu entrevistador. Aliás, não são todos entrevistadores e empresas que aceitam candidatos chegando atrasados para a entrevista, a maioria simplesmente cancela a entrevista dos atrasados e passa as pessoas já presentes na frente.

2. Roupas inadequadas para o ambiente da empresa

É um erro comum que, embora não pareça muito sério, pode derrubar um bom candidato. Não estamos afirmando que as empresas exigem que você vista ternos ou roupas caras, mas elas exigem, sim, que o vestuário esteja adequado. O ideal é pesquisar com antecedência o ambiente da empresa e chegar vestido de acordo, de preferência um pouco mais formal.

Em geral, os entrevistadores não vão repreender um candidato por usar roupas inadequadas, mas esse detalhe vai ser anotado e usado como critério de reprovação. O principal fator de um candidato deve ser seu conteúdo e conhecimento, mas uma boa apresentação e uma boa presença são fundamentais.

3. Inventar ou mentir atributos profissionais na entrevista de emprego

Eis uma tática utilizada por muitos candidatos e que nunca dá certo. Mesmo que durante o currículo você consiga dissimular e colocar habilidades “extras”, na hora da entrevista de emprego a sustentação de tais mentiras pode ser inviável. A empresa precisa de inglês avançado e você só tem o básico, diga a verdade. Se realmente precisaram de inglês avançado, procure outra vaga, procure outra empresa.

Se você conseguir passar pela entrevista é ainda pior. Imagine estar contratado e depois a empresa descobrir que você na verdade não tinha os atributos necessários, o que pode resultar em demissão. Quanto mais tempo a mentira permanecer, mais energia será necessária para mantê-la e pior será a repercussão quando ela acabar.

4. Atitude passional em relação ao(s) emprego(s) anterior(es)

Um teste muito comum feito pelos avaliadores durante a entrevista é pedir para você falar ou descrever o seu antigo emprego. É um excelente momento para avaliar a sua maturidade. Evite falar mal de seu antigo chefe ou emprego, mesmo que você realmente tenha motivo para isso.

Quando lhe for perguntado sobre o emprego anterior durante a entrevista, seja profissional, direto, não se prenda a detalhes e opiniões. Se lhe for perguntado durante a entrevista de emprego o motivo pelo qual você saiu do emprego anterior, diga a verdade de forma clara, sem julgamento. Diga que está buscando uma melhor oportunidade, diga que procura um emprego melhor e com mais perspectiva. Em geral, este é realmente o motivo pelo qual a maioria das pessoas muda de emprego.

5. Falta de eloquência, linguagem de baixo nível e humor desnecessário na entrevista de emprego

Entrevista de emprego, antes de tudo, é um momento de seriedade. É um teste durante o qual você deve fazer o seu melhor. Seja formal, seja educado, evite usar gírias e expressões chulas, procure articular bem as suas frases, jamais tente usar a velha tática de “falar, falar e não dizer nada”. O entrevistador é treinado para identificar o seu conteúdo e potencial.

Outro recurso que deve ser evitado é o humor. Não tente socializar ou “descontrair o ambiente”. Pode ser que o entrevistador não veja graça no seu humor e você crie uma situação constrangedora desnecessária.

Fonte: http://www.guiadacarreira.com.br/carreira/emprego/entrevista-emprego-o-que-nao-fazer/

7 erros de postura durante uma entrevista de emprego

O ambiente da entrevista de emprego não é dos mais confortáveis. Por isso, muitas pessoas acabam cometendo erros que podem valer a vaga. “Normalmente, os candidatos não têm consciência de que estão cometendo uma falha, e isso os leva a armadilhas”, diz Reinaldo Polito, mestre em Ciências da Comunicação e professor de expressão verbal.

Outro forte motivo para que os deslizes apareçam é o nervosismo. “Quando a pessoa está muito nervosa, fato comum quando se sente avaliada, costuma apresentar comportamentos negativos e prejudiciais às suas pretensões”, complementa.

Lembre-se, então, de que o corpo também fala e é preciso prestar atenção não só naquilo que você fala, mas também na postura que tem durante a entrevista. “Uma forma de perceber insegurança é através da voz trêmula, quando a pessoa senta muito no canto da cadeira ou quando ela não olha nos olhos, por exemplo. A antipatia é percebida quando a pessoa balança a cabeça em negativa, vira os olhos em sinal de protesto ou fica tão retraída a ponto de ficar instransponível. E o temido nervosismo aparece quando a pessoa gagueja, usa vícios de linguagem, transpira demais, fica com a voz embargada ou os olhos mareados”, conta Cíntia Bortotto, consultora de RH.

Porém, por mais que seja difícil controlar esses sintomas, há formas de evitar que os erram apareçam. “O principal ponto é o autoconhecimento. Quando você sabe quais são os pontos a desenvolver fica mais fácil se preparar para as perguntas. Quem se conhece faz isso de forma natural e madura”, revela Cíntia. Outro aliado é o preparo para o processo seletivo. “Quanto mais você participa de processos seletivos, melhor você vai se comportando neles, porque você vai adequando o que julgou que não foi tão positivo quanto você gostaria”, avalia a profissional.

Saiba ainda quais são as características do cargo para o qual você está se candidatando. “Veja, por exemplo, que tipo de competências e experiências são exigidas para que o profissional assuma a função. Dessa forma, você poderá dirigir as suas respostas e o rumo da conversa para as suas qualificações que se adequem ao que a empresa necessita”, recomenda Polito. Veja a seguir os erros mais comuns durante as entrevistas de emprego.

1. Agir com arrogância

Durante a entrevista, não é legal parecer uma pessoa que se basta ou que é a melhor de todas. “Para concorrer a uma vaga, é positivo demonstrar que se tem autoconhecimento suficiente para saber onde pode contribuir e o que pode melhorar, afinal ninguém se basta”, avalia Cíntia.

Quando o candidato se apresenta com ar prepotente e vaidoso, acaba criando resistências e antipatias desnecessárias. “As demonstrações são fáceis de identificar: cabeça levantada, olhar vindo de cima para baixo, gestos medidos e artificiais e preocupação excessiva com a aparência são algumas delas”, enumera Polito.

2. Esconder-se do entrevistador

Nem se gabar demais, nem se esconder demais. Não se preparar para a entrevista e não saber trazer bons exemplos de comportamento, ou traduzir sua experiência em resultados, são pontos negativos. “Se o candidato se apresentar de maneira tímida, desconfortável e hesitante pode dar a impressão de pessoa frágil, que não tem domínio sobre o que fala e, consequentemente, compromete sua credibilidade”, diz Polito.

Os sinais, nesse caso, são vários, como fugir constantemente com os olhos, esfregar as mãos nervosamente e cruzar e descruzar as pernas.

3. Falar demais e se perder nas respostas

Fale de maneira natural e espontânea. “Alguns candidatos falam muito e acabam se perdendo na resposta e cansando o entrevistador, que tem um tempo para falar com a pessoa. Isso pode contar pontos negativos”, diz Cíntia. Por isso, mostre energia, envolvimento e interesse ao falar. “Mas não é para subir no palanque e fazer um discurso. Lembre-se sempre da naturalidade”, salienta Polito.

4. Parecer indeciso

Não mostre que você deixou-se levar pela vida. “Isso dá a entender que você teve escolhas conscientes. Este tipo de candidato demonstra que aceitou de bom grado tudo o que a vida lhe ofereceu, mas não tomou a frente fazendo escolhas, e, em geral, não tem um plano do que quer para a sua carreira”, ressalta Cíntia.

5. Usar vícios de linguagem

Eles são típicos dos candidatos que estão nervosos. Mas você deve evitá-los ao máximo. “Não use ‘né?’, ‘tá?’ ou ‘entende?’ ao final das frases. Expressões como ‘tipo assim e ‘na verdade’ e outros ruídos desnecessários como ã e é nas pausas das frases também não são bem vistos”, diz Polito.

Cuidado com as palavras rebuscadas e redobre a atenção com os estrangeirismos. “Você pode usar termos técnicos, mas não exagere. Lembre-se de que o entrevistador não é especialista na sua área”, adverte Polito.

6. Abusar da presença de espírito

Usá-la em alguns momentos é até proveitoso, mas não tente bancar o palhaço. “Excesso de brincadeiras só atrapalha”, indica o professor. A ironia fina e o humor sutil demonstram inteligência e preparo intelectual. Piadas pesadas e de humor rasteiro estão vetadas, já que podem levar à vulgaridade.

7. Mentir

É importante que você faça uma lista dos desafios profissionais que superou e dos resultados que conquistou. “Mas não minta, pois isso será uma grave falha na avaliação do recrutador”, aconselha Polito. Dê informações que o valorizem, mas não as invente.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/7-erros-de-postura-durante-uma-entrevista-de-emprego

As mais estranhas perguntas já feitas em entrevistas de emprego

Muitos de nós ouvimos perguntas esquisitas de vez em quando, mas o que fazer quando isso acontece no meio de uma entrevista de emprego?

Consultamos o site de perguntas e respostas Quora.com em busca das mais estranhas perguntas que seus internautas já ouviram em entrevistas.

Cadáveres e legumes

“Em uma mesma entrevista, me perguntaram: ‘Como você esconderia um cadáver?’, ‘Como você projetaria uma prateleira de temperos para um cego’ e ‘Qual o seu episódio favorito de South Park?'”, revela Adam Newman.

Já o executivo da indústria de videogames Keith Boesky conta que, ao ser entrevistado por um grande escritório de advocacia para um emprego temporário, um dos donos da empresa indagou: ‘Se você pudesse ser qualquer legume no mundo, qual você seria?’

Um entrevistador perguntou à internauta Somya Tiwari sua opinião sobre o mundo da moda – em uma entrevista na área de programação de computadores. “Achei muito esquisito, porque sou desenvolvedora de softwares. Se estivesse me candidatando a uma vaga em uma confecção, até entenderia, mas não era”, lembra ela.

Sustos e pegadinhas

Para outras pessoas, a entrevista na realidade começou na sala de espera. Depois de aguardar seu entrevistador por quase uma hora, o empresário Fernando Gutiérrez foi requisitado a esperar durante mais 15 minutos. Ele respondeu que não podia, porque tinha que pegar um avião dali a poucas horas.

“Foi a secretária que me pediu para esperar mais, e ela ficou chocada ao me ver ir embora”, conta Gutierrez. “O chefe dela é famoso por seu gênio difícil e as pessoas em geral não o confrontam. Acho que ele gostou da ideia de contratar alguém que não tinha medo dele, porque ele me ligou e eu consegui o emprego.”

Isso sem falar nas perguntas puramente chocantes.

A internauta Dianne Felder revelou: “Há muitos anos, a pessoa que me entrevistou para meu primeiro emprego me perguntou qual o método anticoncepcional que eu usava. Ela explicou que a empresa não queria ‘perder tempo e dinheiro na capacitação de alguém que poderia sair por aí e engravidar’. Imagine alguém dizendo isso hoje em dia”.

Hitler e cantada

O advogado criminalista Philip Rosmarin relatou que quando era redator de uma agência de publicidade e teve que entrevistar candidatos a um estágio, pendurou uma foto de Adolf Hitler bem atrás de sua mesa, acima de sua cabeça, de maneira a obrigar cada entrevistado a vê-la. “Nós contratamos a única mulher que teve coragem de perguntar o que aquela foto estava fazendo ali”, revela.

Para outras pessoas, uma entrevista de trabalho pode acabar de maneira completamente inesperada.

O cientista Nitin Gupta ouviu da dona de uma empresa para a qual se candidatava: “Se eu não te oferecer esse emprego, quer sair comigo?”.

Gupta entendeu que as regras da empresa proibiriam namoros dentro do ambiente de trabalho. Ele escolheu apostar em um namoro com a possível futura chefe e abrir mão do emprego.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150611_vert_cap_entrevistas_estranhas_ml