5 habilidades para as profissões do futuro

Programação, capacidade de racionar de forma mais rápida e habilidade para conseguir trabalhar de formas flexíveis são algumas das habilidades apontadas pela consultoria de recrutamento Michael Page como essenciais para a próxima geração de profissionais. Com base nas novas demandas que têm surgido nas empresas e no mercado de trabalho, os especialistas da consultoria apontaram quais capacidades farão diferença daqui para frente. Nem todas exigem afinco em cursos tradicionais ou aprofundamentos técnicos. São fundamentalmente ligadas à gestão, visão e liderança.

1. Estudo e domínio de programação 
Programar virou tão ou mais importante do que saber inglês. Ao menos é assim que a consultoria define a importância de dominar programação para os profissionais do futuro. Segundo Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page. Com a automatização dos novos processos, as empresas precisarão de pessoas que dominem linguagens diferentes de programação – o tal “saber escrever código (code)”. “A demanda por profissionais com essa habilidade deve ser maior do que a de uma pessoa que domine um segundo idioma”, diz Basaglia.

2. Adaptação a novos regimes de trabalho 
A consultoria prevê que a dificuldade em conseguir uma vaga no mercado formal de trabalho aumentará nos próximos anos. “Será crescente o volume de pessoas dispostas a atuar como terceiros, temporários, freelancers ou em startups e fintechs”, afirma Ricardo Basaglia. Diante desse cenário, os profissionais precisarão se adaptar a regimes alternativos de trabalho, que fogem do modelo presencial, das 9h às 18h. “Essa nova organização do trabalho já está em curso e terá mais espaço e vagas para aqueles que se dispuserem a atuar em modelos de trabalho alternativos ao convencional”, diz o executivo.

3. Visões e competências para a terceira idade 
As novas profissões do futuro não incluem apenas aprendizado sobre tecnologias, programação ou serviços digitais. Com o envelhecimento da população e aumento da expectativa de vida haverá novas perspectivas profissionais para quem olhar a terceira idade, segundo a Michael Page. Profissões como cuidador e habilidades para desenvolver produtos e serviços destinados a esse público terão grande demanda.

4. Inteligência computacional
Raciocínio rápido e capacidade de resolver problemas complexos no curto prazo serão habilidades cada vez mais cobradas pelas empresas, segundo Ricardo Basaglia. É conseguir, por exemplo, receber uma enorme quantidade de dados e informações e gerenciá-las de forma eficiente na resolução de problemas e desafios. “Essa geração terá de agir com muita rapidez e eficiência. Serão cobrados por isso. Terão de reagir com muita agilidade para superarem desafios mais complexos”, diz o executivo da Michael Page.

5. Habilidade prática 
Uma das buscas atuais das empresas, segundo a consultoria Michael Page, é a busca por funcionários que trabalhem de forma prática no dia a dia. Não apenas em termos de governança, mas de gestão e tomada de decisão. “As empresas procurarão funcionários orientados à resolução de problemas complexos, com raciocínio crítico, flexibilidade cognitiva e que saibam administrar pessoas. Quem tiver essas habilidades associadas a um bom perfil técnico e comportamental será bem assediado no mercado”, diz Ricardo Basaglia.

Fonte: Época Negócios

4 sinais de que você precisa de um novo emprego

Tudo que é bom tem um fim. Às vezes, isso significa deixar um emprego que você amava porque o trabalho não é mais suficiente para você. Talvez esteja acomodado, desmotivado, ou simplesmente a vaga antiga não é mais adequada às suas habilidades. No geral, é importante ouvir você mesmo, afirmou Apryl Zarate Schlueter, autora do livro Finding Success in Balance: My Journey to The Cheerful Mind (Algo como Buscando sucesso no equilíbrio: minha jornada rumo a uma mente feliz, em tradução livre), ao Business Insider.

“Digamos que você sinta que está destinado a fazer mais. Muita gente tende a ignorar esse sentimento – eu, inclusive, já ignorei – por causa do medo e da incapacidade de ver um caminho claro para chegar aonde você quer chegar”, disse Apryl. Mas além desse sentimento, quais são os sinais de que é hora de buscar novas oportunidades? Existem alguns. Confira:

1. Você não se sente desafiado
Este é provavelmente o sinal mais óbvio de que seu emprego não é mais suficiente para você. “Você não sente que está mais aprendendo e não se sente testado”, diz Lynn Taylor, especialista em ambiente de trabalho e autora do livro Tame Your Terrible Office Tyrant: How to Manage Childish Boss Behavior and Thrive in Your Job (Dominando seu terrível tirano no escritório: como ludar com um chefe infantil).

É importante diferenciar esse sentimento de um tédio comum. Toda profissão tem um dia menos interessante de tempos em tempos. Mas se esse sentimento for constante a ponto de você não querer sair de casa para trabalhar, pode ser um problema.

“Você sente que suas ações poderiam praticamente ser substituídas por inteligência artificial, porque a solução de problemas se tornou uma rotina automática”, afirma Lynn. “É claro que levou tempo para você desenvolver as habilidades necessárias, mas você pode acabar perdendo essa noção porque repete as mesmas tarefas da mesma forma.”

Segundo Lynn, coisas como aumento de salário, bônus e um bom escritório podem reduzir a sensação de não estar sendo desafiado por algum tempo, mas no longo prazo, nada vai te ajudar se você acha que seu trabalho ficou fácil demais. “Infelizmente, muita gente acaba ficando no mesmo emprego porque é confortável, mas depois se arrependem por não ter mudado antes”, diz Lynn.

2. Não há muitas oportunidades para expandir suas responsabilidades atuais
Se há alguma oportunidade de aumentar suas responsabilidades no emprego atual em vez de abandonar a empresa, pode ser uma boa opção. Para Apryl, os profissionais que sentem que seu emprego atual não é mais suficiente devem seguir alguns passos, para determinar se estão só de mau humor ou se há algo mais sério.

a. Imagine seu emprego dos sonhos baseado nas suas habilidades.

b. Identifique tantos detalhes quanto possível. Isso significa se perguntar questões como: qual seria o trabalho? Qual seria o salário? Onde a empresa seria localizada? Quantas pessoas seriam chefiadas por mim?

c. Compare esse trabalho com o seu atual cargo, identificando as áreas similares e as diferenças principais.

d. Explore a possibilidade de alinhar o emprego atual à sua expectativa no seu cargo atual. Se não houver possibilidade de mudança na empresa em que você trabalha, considere mudar de emprego.

3. Você fica muito animado ao pensar no emprego dos sonhos
Robert Dickie, autor de Love Your Work (Ame seu trabalho), disse ao Business Insider que se você está muito animado com a possibilidade de sair do emprego atual e começar a trabalhar em outra empresa, você provavelmente está pronto para mudar de emprego.

“Amar o que você faz te dá um poder que os outros profissionais que estão só preocupados em bater o ponto não têm”, diz Dickie. “Você terá energia para trabalhar duro por horas e por isso ganhará espaço no novo emprego. As pessoas que odeiam seu trabalho podem fingir que trabalham duro, mas o desempenho vai eventualmente cair. Paixão é algo difícil de conter e fácil de identificar.”

4. Você está recebendo ótimas propostas
Receber propostas de outras empresas ou perceber o interesse de seus contatos que trabalham no mesmo setor definitivamente é um sinal de que você é um candidato que chama a atenção de potenciais empregadores – e que superou a vaga atual.

“Cedo ou tarde, todos crescem demais para o cargo que ocupam”, diz Lynn. “Ao longo da sua carreira, você pode perceber que ganhar uma promoção na empresa em que trabalha é um sonho distante – ou isto pode ser pouco interessante, baseado nas suas experiências.”

Se você sente que seu emprego atual não é suficiente para suas expectativas, mas não está recebendo outras propostas, pode ser hora de começar uma busca silenciosa por emprego.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/04/4-sinais-de-que-voce-precisa-de-um-novo-emprego.html

Diploma não garante emprego, e jovens repensam a carreira

País ganhou mais 3 milhões de desempregados em 2016 e 900 mil formandos entraram no mercado

Por ano, cerca de 900 mil pessoas se formam na faculdade, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Em busca de uma vaga, eles dão de cara com um mercado de trabalho cada vez mais achatado. Só em 2016, o volume de empregos encolheu 1,9 milhão de vagas. É a crise afetando principalmente os jovens, que terão que achar uma colocação em um cenário que ganhou, só no último ano, 3 milhões de desempregados. Diante desse desafio, já tem muita gente repensando carreiras e mudando de sonho.

Em março deste ano, Felipe Reis, 25, vai se formar em engenharia civil com notas acima da média, além do diferencial de ter cursado disciplinas na Inglaterra durante um ano. Ele conta que, quando entrou na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em 2010, havia uma disputa acirrada entre as grandes empresas, que praticamente laçavam os recém-formados na porta da faculdade. Agora, para conseguir um emprego, Reis acha que a alternativa será fazer um curso técnico.

“Está tão difícil que nem estágio remunerado eu consegui. Então, eu pretendo voltar a um curso de técnico em edificações, pois acho mais fácil conseguir me colocar assim”, afirma Reis. O universitário diz que tem visto muitos amigos engenheiros serem contratados como analistas.

Outra alternativa seria seguir a carreira acadêmica. “Eu sempre fui contra professores que dão aula sem terem atuado na prática. Mas, infelizmente, talvez tenha que partir para esse caminho. Está muito difícil. Tem muita gente com experiência voltando ao mercado, e as vagas, que são poucas, ficam muito concorridas”, lamenta Reis.

O sonho de Aurez da Silva Santos, 29, é fazer um curso superior de gestão em segurança privada para atuar na área administrativa. Mas, por hora, terá que se contentar com um curso técnico de segurança do trabalho. “É o que está cabendo no bolso neste momento. E isso porque eu consegui uma bolsa de 50%”, conta Santos, que procura por emprego de vigilante patrimonial.

Disputa. O professor de economia da Faculdade IBS/ Fundação Getúlio Vargas (FGV) Flávio Correia afirma que os jovens estão entre os mais afetados pela crise, ao lado de profissionais na faixa dos 55 aos 60 anos. “Os jovens não têm a experiência e ainda terão que concorrer com esses profissionais mais velhos, que também estão procurando emprego. A recontratação ainda vai demorar um pouco, pois os empregadores precisam ter certeza da retomada econômica. Acredito que as propostas de mudanças, como flexibilização das leis trabalhistas, serão importantes para incentivar a retomada”, comenta o professor da FGV.

Menos oportunidades. Nos últimos dois anos, a taxa geral de desemprego em Belo Horizonte subiu de 6,6% para 11,5%. A dos jovens de 18 a 24 anos foi de 16,9% para 25,8%, segundo o IBGE.

Geração sem preparo para crise

A quantidade de jovens em busca de emprego é grande, mas nem todos estão dispostos a aceitar as oportunidades que aparecem. Jacqueline Rezende, especialista em gestão estratégica de pessoas e diretora da Sias Educação e Consultoria, afirma que a juventude nunca enfrentou uma crise tão pesada e não está preparada para passar por ela.

“Eles precisam entender que o mercado funciona sob pressão e que a entrega tem que ir além do combinado, tem que vestir e suar a camisa. Ansiosos, muitos chegam à entrevista perguntando sobre quando serão promovidos. Já ouvi até a seguinte pergunta: será que essa empresa vai emendar o Carnaval?”, revela.

Segundo Jacqueline, a cada 15 entrevistas de emprego que marca com candidatos de 20 a 32 anos, apenas oito comparecem. Acima de 35 anos, esse número sobe para 12.

A especialista ressalta que, hoje, o comportamento do entrevistado tem o mesmo peso da qualificação. “Não adianta chegar com um currículo esplendoroso. É preciso aliar as competências técnicas às comportamentais”,diz.

Jacqueline considera ser fundamental usar bem o tempo em cursos, buscar trabalhos voluntários e assistir a palestras gratuitas.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/economia/diploma-n%C3%A3o-garante-emprego-e-jovens-repensam-a-carreira-1.1429031

Com bolsa de estudos atrasada, doutora distribui currículo na rua

Amanda Brum é uma pesquisadora de sucesso. A bióloga está no terceiro pós-doutorado – uma vida de estudos que em qualquer outra realidade lhe garantia uma vida financeira saudável. Mas, na atual situação do país, a realidade é outra. Brum foi vista nessa semana distribuindo currículo em um sinal do bairro Botafogo, no Rio de Janeiro. Ela está há quase três meses sem receber a bolsa de pesquisa da Faperj, que é de R$ 4.100.

Segundo o site do O Globo, a Faperj confirmou que os pagamentos dos meses de novembro e dezembro da pós-doutoranda não foram depositados. No desespero, Amanda vestiu uma camisa preta com a frase: “Bióloga mestre doutora procurando emprego”. Foram distribuídos 100 currículos. A postagem no Facebook garantiu a divulgação além do esperado: 2,8 mil curtidas e mais de 3 mil compartilhamentos em quatro horas. E diversas pessoas pediram o currículo da Amanda na rede social.

“Tive a ideia em um dia de desespero, vendo meninos vendendo bala no sinal. Pensei: qual é a diferença entre eles e eu distribuindo currículo? Alguns amigos acharam uma boa ideia, outros foram contrários. No começo eu tremi muito. Era uma situação desconfortável explicar como fui parar ali. Semprei estudei no ensino público, a população é que me pagou. Os motoristas ficaram consternados. Alguns nem abriam o vidro do carro, outros acharam que eu era pedinte”, conta a pesquisadora.

E se engana quem pensa que ela não tentou pedir emprego em sua área. A jovem explica que bateu perna entre universidades e laboratórios, mas não conseguiu oportunidades.

Fonte: http://cidadeverde.com/economiaenegocios/81430/com-bolsa-de-estudos-atrasada-doutora-distribui-curriculo-na-rua

Boa dica para buscar emprego em 2017: ‘Ninguém quer se aliar a perdedores’

Muitas empresas demitiram e reduziram custos. O número de desempregados cresceu e a chance de uma nova oportunidade ficou menor devido à concorrência. Por isso, para se reinserir é preciso estar preparado.

Segundo o especialista em recursos humanos Júlio Pugliesi, passar uma imagem negativa durante entrevistas de emprego pode custar a oportunidade. “Ninguém quer se aliar a perdedores. Todo mundo quer se aliar a ganhadores”, argumenta.

Para o especialista, uma má impressão durante a entrevista pode fazer com que o contratante pense que o candidato está desanimado e que “não vai ser um profissional eficiente”, explica.

Recolocação no mercado
Com mais de 30 anos de experiência como vendedor, o aposentado Darli Moreira resolveu participar de uma entrevista para buscar uma recolocação no mercado de trabalho. “Existe somente uma vaga, mas eu não sei o número de candidatos. Eu estou com bastante esperança”, conta.

Para ter mais chances que a concorrência, o administrador de um dos maiores sites de emprego da região, Alex da Silva, explica que é necessário se preparar para buscar uma vaga no mercado de trabalho.

“Grande parte das vezes que a gente vê um candidato, os candidatos não estão preparados. O currículo não é bem preparado, ou ele não é bem direcionado para a vaga”, afirma Silva.

Análise e conhecimentos
De acordo com o administrador, além de preparar um bom currículo, é necessária uma análise da vaga e dos objetivos que o candidato deseja alcançar.

“Procurar realmente uma oportunidade que se encaixe no perfil, onde ele possa realmente desenvolver uma atividade profissional”, ressalta.

Dentre as dicas para conseguir uma oportunidade, Júlio Pugliesi recomenda ter uma rede de contatos, atualizar as vagas disponíveis e os conhecimentos técnicos. Para ele, o profissional deve ser entusiasmado e com vontade de vencer.

“Hoje não deu, mas a esperança não pode morrer. 2017 vai ser ótimo”, diz a dona de casa Vilma Sampaio, que tenta recolocação.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/concursos-e-emprego/noticia/2016/12/veja-dicas-para-ter-emprego-em-2017-ninguem-quer-se-aliar-perdedores.html

Acredite: fim de ano é época favorável para buscar emprego

Embora muitos acreditem que o período de festas de fim de ano seja ruim para procurar emprego, para especialistas em recursos humanos a época favorece quem busca uma vaga no mercado de trabalho.

“Acho que é uma excelente hora porque muitos vão viajar. Muitos acham que não há demanda, mas a área de contratação não pára, principalmente na área de varejo”, avalia Pedro Scigliano Júnior, gerente regional da agência de empregos Gelre, em São Paulo.

Nesta época, a queda na procura por trabalho chega a 40% nas unidades do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo, de acordo com o coordenador, Fernando Cerqueira.

Segundo Cerqueira, a razão está na crença de que não há oportunidades disponíveis nesta época. “Mas as vagas surgem ao longo do ano, e muitas são efetivas”, diz.

Segundo os especialistas, as áreas que mais buscam empregados nesta época são o comércio, em razão do pós-venda, e os serviços, em razão das férias escolares.

Menor oferta

Marcelo Scalabrini, diretor de negócios da S&L, empresa de recrutamento e seleção, pondera que, para os candidatos a uma vaga de emprego, a oferta reduzida é compensada pela baixa procura.

Para ele, as contratações não estão no auge, mas “as oportunidades existem, os processos de seleção continuam, mesmo que seja para o início do ano. Por isso, na minha opinião, a hora é sim de se preparar e buscar oportunidades para um início do ano bem otimista”, avalia Scalabrini.

A dica, de acordo com Scalabrini, é procurar até o Natal e após o Ano Novo, porque, entre esse período, muitas empresas param para as festas.

“Mas, no inicio de janeiro, com certeza no primeiro dia útil, haverá uma retomada do preenchimento das oportunidades. As empresas iniciam seu ano fiscal e, para a maioria delas, é hora de contratar o que deixou pendente no ano anterior.”

Maior procura

Fernando Cerqueira, do CAT, disse que, passado o período de festas, nos primeiros dias de janeiro, aumenta em até 30% a procura por trabalho nos centros de recrutamento.

“É cultural as pessoas procurarem emprego depois que as festas acabam, mas há uma queda natural na oferta de empregos em comparação com as vagas temporárias abertas entre outubro e dezembro. A retração é porque as empresas analisam como será o panorama econômico no próximo ano antes de abrir vagas.”

Mas o coordenador do CAT aconselha que os candidatos procurem emprego em qualquer época do ano, mesmo em janeiro, quando surgem muitas chances principalmente no setor de serviços, em virtude das férias.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL920064-9654,00-FIM+DE+ANO+E+EPOCA+FAVORAVEL+PARA+BUSCAR+EMPREGO+DIZEM+ESPECIALISTAS.html

“Você já teve algum problema com o seu chefe?” – Como responder a essa pergunta?

Perguntas como essas podem ser complicadas porque muitas pessoas deixam seus empregos justamente por ter tido algum conflito com seu chefe. Nestes casos, o entrevistador quer descobrir se você  é um profissional que sabe trabalhar em equipe.

Sua melhor opção é não falar sobre conflitos com seu chefe. Evite descrever casos assim e prefira focar em casos específicos (onde a discordância se deu sobre pequenos detalhes) que foram resolvidos e terminaram bem.

Por exemplo: “Tenho a sorte de ter tido relações muito positivas com meus gestores. Em meu último emprego, meu gerente e eu discordamos sobre qual seria a melhor data de lançamento de um projeto. Eu apresentei argumentos fortes para que a minha data fosse a escolhida. No entanto, ele colocou outros argumentos que eu não tinha conhecimento e ficou claro que a sua opção estava mais alinhada com os objetivos macro da companhia.”

Feche falando sobre a importância da comunicação e de escutar os argumentos, tanto de gestores como de subordinados.

As áreas que estarão em alta no mercado de trabalho em 2017

Contratações ocorrerão em ritmo moderado e seletivo e quem busca uma recolocação profissional precisará ter paciência e flexibilidade. Estas tendências foram apontadas na edição 2017 do guia salarial da consultoria Robert Half, divulgado nesta terça-feira (04/10). As empresas continuarão buscando a redução de custos e focarão na qualidade do quadro de funcionários para garantir competitividade quando o cenário melhor chegar, segundo Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half.

A consultoria ouviu 100 diretores de Recursos Humanos e 83% deles disseram que manterão as contratações pelos próximos 12 meses  tanto para repor posições disponíveis quanto para preenchimento de novas vagas. Porém, a consultoria analisa que apesar do alto número de profissionais disponíveis no mercado — devido à crise e alto desemprego — o tempo de recrutamento está aumentando e a disputa será mais acirrada. As empresas têm tido dificuldade em encontrar o profissional adequado devido ao maior número de currículos por vaga, aumento da expectativa dos candidatos em relação à vaga, maior número de candidatos aceitando contraproposta e etapas mais numerosas nos processos seletivos.

Este tipo de ambiente também não favorecerá uma recolocação profissional — especialmente se ela exigir a manutenção do salário, de acordo com a análise da consultoria. “Há profissionais que, mesmo sem o preparo ideal, foram sendo promovidos quando o mercado estava aquecido e agora encontram barreiras diante na nova realidade econômica do país”, afirma Mantovani. Segundo ele, é preciso neste momento que o candidato analise pontos que vão além da remuneração, como compatibilidade entre a oportunidade e os projetos profissionais, perspectivas de carreira dentro da companhia num período entre seis meses e um ano e as oportunidades de recuperar o ganho no longo prazo.

Em 2017, a tendência é de que os salários mantenham-se estáveis, sem reajustes elevados, segundo a Robert Half. Os gestores de RH projetam um acréscimo de até 10% na remuneração fixa, considerando a inflação. “Dessa forma, as empresas deverão concentrar-se mais em ganhos variáveis robustos como forma de valorizar o esforço dos funcionários no cumprimento e superação das metas”.

O guia salarial indica especificamente estratégias de recrutamento e tendências em oito áreas: engenharia, finanças e contabilidade, vendas e marketing, jurídico, mercado financeiro, recursos humanos, seguros e tecnologia. Confira abaixo:

Engenharia 

Perfil do profissional buscado: versatilidade, boa comunicação, habilidade de relacionamento com outras áreas, flexibilidade
Demandas: vendas técnicas, melhoria contínua e supply chain principalmente [levantamento
realizado pela Robert Half com 230 profissionais de supply chain revelou que 76% deles acreditam que a área manterá o atual nível de crescimento ou avançará ainda mais nos próximos anos]
Oportunidades: agronegócio, alimentos, indústria química, bens de consumo, tecnologia e equipamentos médicos

Finanças e contabilidade

Perfil do profissional buscado: versatilidade, habilidade de negociação e comunicação, inglês, estabilidade, trabalho em equipe e foco nos resultados
Demandas: fiscal, contábil, controladoria, auditoria
Oportunidades: agronegócio, exportação, setor farmacêutico, indústria da beleza e tecnologia

Segundo o guia, as principais preocupações dos CFOs para 2017 são acompanhar as mudanças tecnológicas da área (42%), estar em conformidade com as demandas regulatórias e de compliance (26%), fazer a gestão de um grande volume de dados (13%) e atender a padrões de relatórios de finanças e contabilidade (13%). 95% dos CFOs consultados estão preocupados com suas equipes entregarem as metas em 2017.

Para 80% dos CFOs, a rotatividade em finanças aumentou nos últimos 12 meses, sendo que 23% consideram que houve um crescimento significativo.

Jurídico

Perfil do profissional buscado: faculdade de primeira linha, estabilidade no currículo, visão de longo prazo, inglês e perfil comercial
Demandas: contencioso cível, consultivo e contencioso trabalhista, consultoria tributária, advogado generalista, sócios
Oportunidades:  tributário, cível, trabalhista e concorrencial e compliance

Segundo o guia, há uma grande procura por advogados com espírito empreendedor, que tenham a capacidade de gerar novos negócios. À bagagem técnica, que permanece muito valorizada, deve ser acrescida a habilidade comercial ou uma boa carteira de clientes para que o advogado sênior suba o próximo degrau na carreira. Nas empresas, segue em alta o perfil de advogado mais generalista.

Mercado Financeiro

Perfil do profissional buscado: postura de dono, afinidade com tecnologia e inglês
Demandas: compliance, auditoria, controles internos
Oportunidades:  fintechs, meios de pagamento, fundos de private equity e reestruturação de crédito

O guia chama atenção para novos tipos de profissionais que estão sendo buscados dentro das startups financeiras, as fintechs. “São profissionais inovadores e com apetite pelo risco. Candidatos que preencham esses requisitos e possuam sólido conhecimento do mercado
financeiro têm chances de contratação, pois o profissional mais arrojado e com visão estratégica
ganha mais espaço do que o perfil clássico e mais conservador”.

Recursos Humanos

Perfil do profissional buscado:  inglês, proatividade e olhar estratégico
Demandas: coordenador, gerente generalista, analista de folha de pagamento e departamento pessoal, analista sênior de remuneração e benefícios
Oportunidades:  energia, startups de tecnologia e setor farmacêutico

Segundo o guia, o setor de Remuneração e Benefícios estará em alta e o profissional de RH será cobrado por inovação e versatilidade na estruturação dos cargos e salários. O grande desafio será encontrar espaços para reestruturações, ao mesmo tempo em que se mantém a preocupação com a retenção de talentos, elaborando pacotes atrativos.

Além do perfil mais generalista, o profissional precisa saber sobre o negócio de fato. Não será suficiente entender apenas dos subsistemas de RH e de regulamentação trabalhista.

Seguros

Perfil do profissional: inglês e perfil empreendedor
Demandas: ramos elementares
Oportunidades: startups e e-commerce

O guia chama atenção para a crescente venda de seguros on-line — e o profissional precisa se adaptar a isso. “Será uma evolução natural do setor e todos precisarão se adaptar”

Tecnologia

Perfil do profissional:  experiência sólida, inglês, perfil mais interativo e relacionamento interpessoal
Demandas:  gerente de projetos, gerente de tecnologia voltado à inovação, Devops, consultor funcional, analista de negócios, analista de suporte
Oportunidades: empresas mobile e web, startups em geral, fintechs e varejo

A demanda é por um profissional híbrido, segundo o guia, que seja capaz de programar em qualquer linguagem, principalmente para IOS e Android. “Chamado de full-stack, o perfil é buscado também para cargos mais operacionais”.

O guia também chama atenção para o Big Data (lidar com grande volume de dados). Profissionais deste setor precisam mesclar cada vez mais conhecimentos de TI com estatística para conseguirem traduzir os dados de negócio em informações estratégicas para a tomada de decisão.

Vendas e marketing

Perfil do profissional:  inglês, visão 360 graus do negócio, boa comunicação, perfil analítico e liderança
Demandas: Key account, gerente de vendas, trade marketing, consultor comercial
Oportunidades: agronegócio, alimentos, serviços, tecnologia, health care B2B, farmacêutico, bens de consumo

Segundo o guia, o perfil consultivo, até então valorizado pelas empresas, precisa ser atualizado. O profissional precisa avançar fronteiras e conquistar novos mercados. O chamado perfil hunter (caçador) é o mais valorizado. “Apenas uma boa carteira de clientes não será suficiente para os profissionais de venda garantirem um lugar no mercado, porque as empresas precisam ir além”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/10/areas-que-estarao-em-alta-no-mercado-de-trabalho-em-2017.html

Mercado de trabalho: estrangeiros de saída do Brasil

A recessão que castiga o mercado de trabalho e trava investimentos tem tirado oportunidades e desempregado uma mão de obra considerada importante por especialistas para o setor produtivo brasileiro aprimorar processos, incorporar novas tecnologias e aumentar a visibilidade do país no exterior. Relatório do Ministério do Trabalho mostra que, no primeiro semestre de 2016, o número de autorizações concedidas a estrangeiros para trabalharem no Brasil teve uma queda de 21% em relação ao emitido no mesmo período do ano passado. Passou de 18.213 para 14.477 vistos nos primeiros seis meses de 2016. A queda se deu na mesma proporção do recuo registrado em 2015, primeiro ano da recessão, quando os vistos para trabalho somaram apenas 36.868, frente aos 46.740 emitidos no ano anterior.

O número total de estrangeiros trabalhando no país, que vinha crescendo ano a ano desde o começo desta década, também já dá sinais de recuo, segundo levantamento da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes. No primeiro trimestre de 2016, 7.400 postos de trabalho eram ocupados por expatriados, 2.000 a menos do que no mesmo período do ano passado. Só entre 2011 e 2013, por exemplo, o número de trabalhadores estrangeiros no mercado formal de trabalho brasileiro cresceu 50,9%, de acordo com o Ministério do Trabalho.

“A crise brasileira não poupa ninguém. Nem esses estrangeiros, que são bastante qualificados. Muitos perderam seus empregos porque a empresa estava em má situação financeira. A situação econômica do Brasil também diminui as chances de outros pedirem transferência. Esperamos que, quando a economia voltar a crescer, esse quadro se reverta. O Brasil nos últimos anos foi um campo atraente para estrangeiros dos ramos de petróleo, financeiro e da saúde”, conta o peruano Grover Calderón, presidente da associação de estrangeiros.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/10/mercado-de-trabalho-estrangeiros-de-saida-do-brasil.html

Entrevista de Emprego: os 5 Erros mais Comuns

A entrevista de emprego está muito ligada à observação: tudo o que você disser e fizer estará sendo avaliado. Fique atento aos 5 erros mais comuns e tenha mais sucesso na sua próxima entrevista:

1. Chegar atrasado na sua entrevista de emprego

Chegar atrasado na sua entrevista de emprego é um dos erros mais graves que podem ser cometidos, de acordo com boa parte dos entrevistadores e especialistas em seleção. Entre as principais características observadas na entrevista de emprego estão, com certeza, a seriedade e profissionalismo. Chegando atrasado na sua entrevista de emprego você demonstra (antes mesmo de começar a falar) justamente falta de seriedade e falta de profissionalismo.

Procure conhecer o local onde você vai realizar sua entrevista. Se possível, visite-o pessoalmente alguns dias antes. Seja de táxi, carro, metrô, ônibus ou trem, planeje previamente a melhor rota, evitando surpresas de última hora. Outra dica simples é sair de casa adiantado. É melhor ficar esperando e garantir o horário do que chegar atrasado e apresentar desculpas esfarrapadas para o seu entrevistador. Aliás, não são todos entrevistadores e empresas que aceitam candidatos chegando atrasados para a entrevista, a maioria simplesmente cancela a entrevista dos atrasados e passa as pessoas já presentes na frente.

2. Roupas inadequadas para o ambiente da empresa

É um erro comum que, embora não pareça muito sério, pode derrubar um bom candidato. Não estamos afirmando que as empresas exigem que você vista ternos ou roupas caras, mas elas exigem, sim, que o vestuário esteja adequado. O ideal é pesquisar com antecedência o ambiente da empresa e chegar vestido de acordo, de preferência um pouco mais formal.

Em geral, os entrevistadores não vão repreender um candidato por usar roupas inadequadas, mas esse detalhe vai ser anotado e usado como critério de reprovação. O principal fator de um candidato deve ser seu conteúdo e conhecimento, mas uma boa apresentação e uma boa presença são fundamentais.

3. Inventar ou mentir atributos profissionais na entrevista de emprego

Eis uma tática utilizada por muitos candidatos e que nunca dá certo. Mesmo que durante o currículo você consiga dissimular e colocar habilidades “extras”, na hora da entrevista de emprego a sustentação de tais mentiras pode ser inviável. A empresa precisa de inglês avançado e você só tem o básico, diga a verdade. Se realmente precisaram de inglês avançado, procure outra vaga, procure outra empresa.

Se você conseguir passar pela entrevista é ainda pior. Imagine estar contratado e depois a empresa descobrir que você na verdade não tinha os atributos necessários, o que pode resultar em demissão. Quanto mais tempo a mentira permanecer, mais energia será necessária para mantê-la e pior será a repercussão quando ela acabar.

4. Atitude passional em relação ao(s) emprego(s) anterior(es)

Um teste muito comum feito pelos avaliadores durante a entrevista é pedir para você falar ou descrever o seu antigo emprego. É um excelente momento para avaliar a sua maturidade. Evite falar mal de seu antigo chefe ou emprego, mesmo que você realmente tenha motivo para isso.

Quando lhe for perguntado sobre o emprego anterior durante a entrevista, seja profissional, direto, não se prenda a detalhes e opiniões. Se lhe for perguntado durante a entrevista de emprego o motivo pelo qual você saiu do emprego anterior, diga a verdade de forma clara, sem julgamento. Diga que está buscando uma melhor oportunidade, diga que procura um emprego melhor e com mais perspectiva. Em geral, este é realmente o motivo pelo qual a maioria das pessoas muda de emprego.

5. Falta de eloquência, linguagem de baixo nível e humor desnecessário na entrevista de emprego

Entrevista de emprego, antes de tudo, é um momento de seriedade. É um teste durante o qual você deve fazer o seu melhor. Seja formal, seja educado, evite usar gírias e expressões chulas, procure articular bem as suas frases, jamais tente usar a velha tática de “falar, falar e não dizer nada”. O entrevistador é treinado para identificar o seu conteúdo e potencial.

Outro recurso que deve ser evitado é o humor. Não tente socializar ou “descontrair o ambiente”. Pode ser que o entrevistador não veja graça no seu humor e você crie uma situação constrangedora desnecessária.

Fonte: http://www.guiadacarreira.com.br/carreira/emprego/entrevista-emprego-o-que-nao-fazer/